A ideia de Marilia esnoba aliança com o sonho do PSB de Miguel Arraes

O PT em Pernambuco deu sinais vitais por fabuloso milagre da ideia Lula que reúne ideário e uma planejada cadeia que produz insônia na direita e em toda a mídia subalterna à exceção.

A pré candidata petista, Marília Arraes, constrói seu palanque em grupo fechado. Nesse momento em aliança informal com o deputado Sílvio Costa e ungida pela preferência de Lula, Marília torce o nariz para antigos aliados de organicidade eleitoral, destoando de Miguel Arraes, um mosaico largo da esquerda brasileira, que mesmo amparado pela messiânica volta do exílio para restaurar um mandato interrompido por outro golpe em 1964, uma interdição militar que custou 20 anos e só fortaleceu o nome Arraes, E nem essa vantagem numeral das pesquisas subiu à cabeça socialista do exilado e experimentado Miguel, não gaguejou, nem constrangeu seu histórico ao juntar em 1986 sua candidatura imbatível a setores da direita desde a zona da Mata até os confins do São Francisco. Juntou as dissidências regionalizadas e distribuiu conchavos sem barulho algum dessa fatia conservadora em Petrolina, onde Paulo Coelho, pai do hoje Senador Fernando B. Coelho, rompeu com todo triunvirato político de seus irmãos e rebelou-se de modo a esvaziar o comité unificado de Osvaldo Coelho, presidente do PFL hoje ressuscitado na acne do DEM, movido a recursos de Michel Temer.

Ali, em 1986, MIGUEL ARRAES estava melhor situado que Marília Arraes hoje, mesmo com discurso afinado a toda uma extensão petista que começa a respirar desde a “virose” demolidora da mídia e todos os meios de comunicação subordinados aos paneleiros e coxinhas amarelas. Miguel calçou as alpargatas da humildade e fez campanha eleitoral ao lado do industrial Paulo Coelho em forte liderança junto ao recém deputado à época, seu filho FC. Agora, a genealogia Arraes em roupagem petista com a cabeleira vermelha de Marília, parece dividida a repetir dissidências históricas entre parentes de sangue, e do interesse, nem tanto.

O PSB que pertenceu a Miguel Arraes e Eduardo Campos deu comida e roupa lavada ao PT em 2006 consagrando a Frente Popular vitoriosa e responsável pela devastação da extrema direita em Pernambuco. Uma aliança com ares hegemônicos, espatifada em 2014 por pedantismo e autossuficiência do PT federal. FBC, ARMANDO MONTEIRO NETO, SÍLVIO COSTA e a noviça Marília desse período, deram colorido e homogeneidade à politica socialista e progressista em Pernambuco. Com o advento da república de Curitiba e seus anjos medievais subordinados a um tal de “TAZUNI”, a escorregadia LAVA JATO tratou de enjaular toda mesa diretora desse PT que agora é menor que seu criador, Luiz Inácio Lula da Silva.Paulo Câmara paga o preço de ter sido avalista do impeachement, e se não protagonizou o golpe parlamentar-judicial, calou-se assistindo as travessas mobilizações intramuros do ex ministro das Minas e Energia e deputado federal, Fernando Filho, neto de Paulo Coelho que ha 32 anos, desconstruíra, avanços da velha direita ancorada no PFL.

Agora, a descendência de Arraes e Paulo Coelho, em campos opostos, divergem e treinam comícios onde não faltarão denúncias e xingamentos mútuos, o palanque de Michel Temer está reforçado por uma diáspora do PSB e setores de centro-direita, com a tática de ser oposição a Paulo Camara, refeito da aliança em malogrado interesse da direita enrustida em Mendoncinha Filho, Bruno Araújo e Daniel Coelho, este último, com um carimbo popular apagado pela plumagem tucana.

Marília Arraes continua esnobando Paulo Câmara até a folhinha desse calendário “fake news” ser rasgada pela verdade dos palanques e das estatísticas sociais. As pesquisas no momento, indicam reprovação aos políticos farsantes e constroem ideia de povo no poder.

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