Alianças políticas revelam as contradições dos partidos no sertão de Pernambuco

No sertão de Pernambuco, partidos e políticos fazem as coligações mais variadas possíveis de cidade para cidade. Em Petrolina, por exemplo, maior colégio eleitoral do sertão sanfranciscano, o PSB do governador Eduardo Campos sai com o nome do filho do ministro Fernando Bezerra, Fernando Filho, como candidato a prefeito numa coligação que até agora congrega 14 partidos.

 Muitos das legendas que caminham juntas em Petrolina, em municípios vizinhos estão em lados opostos do ring. Um exemplo por ser observado em Afrânio, localizado a 110 km de Petrolina.

 Lá, o PHS do deputado Adalberto Cavalcanti, que deve lançar sua esposa à prefeita, faz oposição ao candidato que o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) apoia, Carlos Cavalcanti. Em Petrolina, Gonzaga e Adalberto caminham abraçados na coligação de Fernando Filho.

 Rivais em Petrolina, PT, PSB e DEM estão na mesma coligação em Dormentes. O partido de Eduardo Campos e o de Humberto Costa também se unem em Santa Maria da Boa Vista.

 Portanto, com as divergências e convergências políticas em nossa região, fica claro que as ideologias partidárias estão mesmo todas perdidas. Ou, quem sabe, tais demonstrações de apego e desapego político se justifiquem com base na velha máxima de Lênin que reza ser preciso, às vezes, dar um passo para trás, para depois dar dois para frente. Ou aquela outra: “os fins justificam os meios”.

 Exemplo- Diante de tal cenário, um exemplo de isonomia e convicção política vem da nordestina radicada em São Paulo Luiza Erundina. Já certa como vice de Haddad (PT) em São Paulo, a deputada federal pelo PSB abandonou o posto depois que viu Lula e Maluf abraçados, firmando acordo de parceria para que o prefeiturável petista conquistasse mais um minuto no guia eleitoral de TV.

 No popular, como diriam vários e vários anônimos que decidem verdadeiramente as eleições, “errado é quem briga por eles”.

Blog do Banana

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