“Avanço tecnológico pode tirar do mercado de trabalho maioria dos bancários da região, e pauta de negociação é pela manutenção do emprego”, afirma Augusto Ribeiro

O Presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina e Região, Augusto Ribeiro, concedeu entrevista ao blog, na manhã desta quarta (25), para falar da pauta de reivindicações da categoria. Entre elas, está como prioridade a manutenção do emprego, já que o avanço tecnológico vem de forma avassaladora tirando vários profissionais do mercado de trabalho.

“A maior cláusula hoje do movimento é a manutenção do emprego. Estamos buscando fortalecer o campo de trabalho para cada profissional bancário. E, as outras cláusulas, nós estamos em mesa de negociação, tentando construir uma proposta que venha a trazer avanços salariais para melhorar a qualidade de vida da categoria mantendo o poder real de compra dos bancários”, comentou.

Segundo Augusto, a jurisdição, onde o Sindicato atua, atinge 11 cidades entre os  sertões do São Francisco, Central e Araripe e está bastante atingida com a precarização do trabalho – onde são quase 14 milhões de desempregados no Brasil e muitos se submetem a trabalhar por quaisquer condições.

“A partir do momento que a lei permite uma terceirização, a gente tem essa dificuldade. A gente não tem a precarização do trabalho e sim do salário e você sabe que existe um exército de desempregados. Boa parte da máquina laborativa desse país está desempregada e nós passamos a todo o momento pelas ameaças ou pelo desemprego que existe pela troca dos profissionais por máquinas”, esclareceu.

O Augustinho comentou que o governo não faz mais concurso para bancários, e só pensa em colocar o profissional para fora (existem várias saídas, bancários morrem, se afastam por doença, se aposentam). Ou seja, são bancários que são eliminados do campo de trabalho, são bancários que erram administrativamente e bancários que se aposentam, não existindo mais nenhuma forma de entrada. “Isso demostra um ausência no campo de trabalho e a gente precisa repor essa massa que vai sair principalmente por uma massa mais experiente”, finalizou.

Sem condições de trabalho, precarizados,  escravizados e doentes, tendo que cumprir metas de vendas de produtos dos bancos, a categoria ameaça entrar de greve caso a pauta de reivindicação não seja aceita.

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