Com economia desorganizada, próximo governo herda gasto extra de R$ 42 bilhões

Depois da devastação gerencial e técnica da economia pós golpe, a herança que vai se configurando para o próximo governo não é ‘maldita’, é ‘terrificante’. Aumentos do poder judiciário e reajustes de outras categorias se somam a um cenário de desemprego e já provocam um desequilíbrio inédito nas contas públicas do país. O rombo inicial que o novo governo herdará é da ordem de R$ 42 bilhões.

“O reajuste do Judiciário, definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é mais um elemento explosivo para as contas públicas. Somando o aumento dos juízes, os reajustes de outras categorias de servidores e o efeito do repique inflacionário sobre o salário mínimo —que serve de base para corrigir pensões, aposentadorias e benefícios— o novo governo recebe em 2019 uma conta extra de R$ 42,1 bilhões. O valor equivale a 71% dos R$ 59,3 bilhões permitidos como despesas adicionais no próximo ano, segundo a regra do teto de gastos. Sobrariam R$ 17,2 bilhões para todos os outros gastos —de saúde e educação a investimentos públicos. Em outras palavras, o gasto praticamente bateu no teto.

A conta de salários inclui o reajuste de ministros do STF e seus efeitos sobre todo o Poder Judiciário (na esfera federal), caso aprovado, de R$ 1,4 bilhão, segundo estimativas das consultorias da Câmara e do Senado.  Nesta quarta-feira (8), o STF aprovou uma proposta de reajuste de 16,38%— o que significa uma alta de dois dígitos já descontada a inflação—, o que levará os salários dos ministros a R$ 39,3 mil.  Os gastos incluem ainda a folha de pessoal ativo e inativo prevista no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) em elaboração, no valor de R$ 26 bilhões. Esse número inclui o aumento já prometido aos servidores federais, estimado em R$ 7 bilhões e que o governo busca postergar para 2020.”

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