No JN, Haddad afirma que ‘a Rede Globo condena por antecipação’

O tema da corrupção e as interrupções pelos entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos dominaram a sabatina do candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, na noite desta sexta-feira (14) no Jornal Nacional. Mas depois que Bonner tentou relacionar o nome da ex-presidente Dilma Rousseff a casos de corrupção, Haddad acusou a emissora de condenar nomes da política por antecipação. Bonner disse que Dilma é ré. Haddad rebateu dizendo que é apenas investigada, assim como a Rede Globo em processos por sonegação.

Ao se referir aos processos da Lava Jato, Haddad disse que hoje muitas pessoas estão sendo absolvidas. “Cada um paga pelos seus atos. Em função de um indício, você não pode condenar. Eu penso, Bonner, que a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”, disse e foi interrompido. Haddad ainda lembrou que a emissora tem questões com a Receita Federal, e não trata os próprios problemas da mesma maneira que trata os outros. “Eu discordo de querer envolver a Dilma. A delação virou uma indústria em que todo mundo fala o que quer sem apresentar provas”, defendeu ainda.

Tanto no começo como no fim da entrevista, que teve a duração de 27 minutos, como para os outros candidatos, os entrevistadores tentaram dizer que o PT deveria fazer uma autocrítica em relação à questão da corrupção. Haddad defendeu a posição que foi adotada durante os governos do PT, de fortalecimento e independências de instituições como o Ministério Público. “Os governos fortaleceram as instituições que combatem a corrupção”, disse, e também lembrou que a questão da corrupção na Petrobras remonta ao tempo da ditadura civil-militar no país.

No início da sabatina, Haddad fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que milhões de brasileiros gostariam de vê-lo em seu lugar. Já ao final, quando os entrevistadores insistiam que o PT é culpado pela crise em que se encontra o país, com 13 milhões de desempregados, Haddad citou a entrevista com o senador e ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati, ontem (13), ao jornal O Estado de S.Paulo, em que ele diz com todas as letras que foi um erro os tucanos terem entrado no governo de Michel Temer. “Eu estou dizendo que as pautas bombas e as sabotagens que ela (Dilma) sofreu, reconhecidas pelo ex-presidente do PSDB, teve mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014”, disse Haddad.

“Vocês estão falando de desempregados?! Nós tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014, pega a série histórica, eram 4,9% de desempregados em dezembro de 2014, e aí começa o seu Eduardo Cunha e o seu Aécio Neves a aprovarem despesas lá no Congresso Nacional, despesa em cima de despesa para sabotar um governo (o de Dilma) que precisava fazer um ajuste, mas não para jogar a economia na recessão, mas para recuperar a economia”. (Rede Brasil Atual )

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