Petrolina receberá usina heliotérmica

Uma cooperação entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e a Financiadora de Estudos e Projetos Técnicos (Finep/MCT) tornará possível a construção de uma planta piloto de uma usina heliotérmica em Petrolina, no Vale do São Francisco. Com o investimento de R$ 27,5 milhões, o terreno que será utilizado foi cedido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A terraplanagem deve ter início no próximo mês de agosto. A usina terá capacidade de gerar um megawatt de energia e também funcionará como um centro de qualificação de mão de obra especializada.

O coordenador do Projeto da Heliotérmica do Cepel, Eduardo Serra, contou que esse tipo de projeto já é algo que ele vem perseguindo desde o fim da década de 1990. “Mas, na época, isso foi paralisado. A queda do preço do petróleo tornou desinteressante a busca por novas fontes de energia”, lembrou. Em relação ao terreno da Codevasf, Serra afirmou que espera que, em um futuro próximo, eles concedam outro terreno. Dessa forma, seria possível expandir o projeto.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, também apontou a necessidade de conseguir novas fontes de energia. “Aqui no Estado, boa parcela do que a gente consome vem do Rio São Francisco. E ele já está tendo sua capacidade esgotada”, pontuou.

O modelo da usina heliotérmica funciona da seguinte forma: com vapor de água em caldeiras para movimentar um gerador, uma usina usa concentradores solares para aquecer fluidos e gerar eletricidade. O funcionamento se assemelha com uma termelétrica, mas gerado pela luz do sol. Dos R$ 27,5 milhões que serão destinados ao centro, R$ 17,3 milhões são da Finep, R$ 5 milhões da Sectec, R$ 4,2 milhões do Cepel e R$ 1 milhão da UFPE. No mesmo terreno, em Petrolina, também será instalada uma usina fotovoltaica. Nesse caso, o aporte será de R$ 45 milhões.

NORONHA

A Sectec também apresentou projetos que visam diversificar a matriz energética. Granja explicou que pretende reduzir o uso da energia que é gerada a partir da Termoelétrica Tubarão, já que ela utiliza óleo diesel como combustível. O consumo de energia no arquipélago, segundo o secretário, é de 2,3 megawatts. Fernando de Noronha receberá duas plantas de usinas solares fotovoltaicas. Também serão instaladas 13 pequenos aero-geradores eólicos. Nesse último projeto específico, o investimento deve ser de R$ 975 mil. Outro projeto visa o uso do movimento das ondas do mar, com aporte de R$ 25 milhões.

Fonte: Folha-PE

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