Retrocesso ambiental do governo Temer pode custar US$ 5,2 tri ao mundo

Os retrocessos na legislação e fiscalização ambiental do Brasil por parte do governo Michel Temer podem acarretar prejuízos globais da ordem de US$ 5,2 trilhões, segundo pesquisa publicada esta semana pela revista Nature Climate Change. De acordo com o artigo “A ameaça da barganha política para a mitigação climática no Brasil”, o desmatamento aparece como a maior causa que pode impedir o país de cumprir as metas do Acordo de Paris, que prevê a redução dos gases do efeito estufa, de acordo com pesquisadores das universidades UFRJ, UFMG e UnB.

Segundo o estudo, os demais países do mundo teriam que desembolsar até US$ 5,2 trilhões para segurar em até 2°C a temperatura média global. O valor é três vezes superior ao que o que seria gasto pelo Brasil para conter as emissões dos gases por meio da preservação ambiental.

Para o professor de planejamento energético da Coppe/UFRJ e um dos autores do estudo, Roberto Schaeffer, a situação de “retrocesso para uma política do século 19 terá que ser compensado por tecnologias do século 21, ainda caras e pouco disponíveis”, disse ao jornal Folha de São Paulo. (247)

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