Revisão de prisão em 2ª instância pode mesmo chegar ao STF

Em que pese a ministra Cármen Lúcia dizer que não vai colocar em pauta a rediscussão da prisão de condenado após julgamento em segunda instância, o assunto pode chegar ao plenário.

Basta que a defesa de Lula recorra ao STF se o TRF-4 decretar a prisão do ex-presidente. Se isso ocorrer, a tendência do ministro Edson Fachin, a quem cabe as ações da Lava-Jato, seria levar o caso ao plenário, diz a coluna de Ancelmo Gois em O Globo.

Quando afirmou que seria “apequenar” o Supremo Tribunal Federal (STF) rever a prisão após condenação em segunda instância depois da condenação do ex-presidente Lula no TRF-4,  Cármen Lúcia, participava de jantar com representantes da Shell.

“Não sei por que um caso específico geraria uma pauta diferente. Seria realmente apequenar muito o Supremo. Não conversei sobre isso com ninguém”, afirmou a presidente do STF em evento organizado pelo site Poder 360.

A declaração da presidente do STF, que restringe as chances de candidatura do ex-presidente Lula, tem interesse especial da Shell, uma das maiores beneficiadas com a venda de campos do pré-sal a preços irrisórios, realizada pelo governo de Michel Temer. Por onde tem andado, Lula tem afirmado que, se retornar à presidência da República, irá rever a entrega do pré-sal feita por Temer e pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente. (247)

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