Ronaldo Cancão bate de frente com TCE e deve aceitar apenas o aparecer do Ministério Público que pede a rejeição das contas do ex-prefeito Julio Lóssio; líder da oposição diz que grupo governista está “com medo” do ex gestor

Obstinado em fazer valer o parecer do Ministério Público e Ministério Público de Contas em Pernambuco, o vereador Ronaldo Cancão, do PTB e governista na Câmara de Petrolina, no sertão, não sinaliza que acatará orientação do Tribunal de Contas de Pernambuco com relação as contas do ex-prefeito Julio Lossio. Para o TCE, as contas devem ser aprovadas com ressalves.

Cancão que preside a Comissão de Constituição e Redação da Câmara, dá sinais que a bancada governista na Casa deverá se basear apenas nas ações do MPPE que confirma irregularidades como o repasse da Prefeitura a mais de percentual do duodécimo do legislativo municipal. Ronaldo cita valores em torno de R$ 426 mil como prejuízo para o erário público.

“São irregularidades referentes ao ano de 2010 quando as contas não fecharam e o MPPE pede a rejeição. O TCE pode rever o parecer com uma nota técnica, o que não exime o gestor de prejuízo ao município. O dinheiro chegou à Câmara e o que veio a mais foi devolvido em comum acordo com o Tribunal de Contas, mas no ano seguinte. Isso continua implicando para o ex-prefeito, porque em 2010 faltaram R$ 426 mil para fecharem as contas”, declarou Ronaldo Cancão.

MEDO – Para o líder da oposição, Paulo Valgueiro, PMDB, o ex-prefeito Julio Lóssio está muito tranquilo quanto a esta questão da apreciação das contas no tocante  ao parecer do TCE que orienta aprovação das contas com ressalvas.

“O resultado é esse. Outro contrário será de cunho político e ai queremos saber se o Ministério Público só é importante para um lado. Quando a Procuradora da República que é o Ministério Público Federal, acusa ilegalidades na gestão de Suape do senador Fernando Bezerra Coelho não seria uma denúncia legal, correta? Então é dois pesos e duas medidas? Temos então que ter muito cuidado nesses julgamentos”, rebateu Paulinho.

O oposicionista alerta para que a Casa não aja pela emoção. “Se houver julgamento politico é por medo de enfrentar o ex-prefeito nas urnas. Tudo isso se resume a uma só palavra: medo. O grupo do senador aqui na Câmara está com medo de enfrentar Julio nas urnas”, alfinetou Paulo Valgueiro.

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