Abatedouro municipal garante carne de qualidade à população de Petrolina‏

Itens garantidos na mesa da maioria dos brasileiros, as carnes bovinas, suínas, caprinas e ovinas crescem tanto na produção quanto no consumo. Dados divulgados em abril de 2011, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontam que o Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA). O consumo também é grande no Brasil, chega a 98 quilos por pessoa, em um ano.

Em Petrolina, nos últimos 12 meses, a média mensal de abates é de 1.100 unidades bovinas, 6.500 caprinos e ovinos e 420 suínos. As carnes também são bastante consumidas pela população, sobretudo, a de origem caprina e ovina. Contudo, elas precisam passar por vários processos de tratamento antes de serem consumidas.

No Abatedouro Municipal de Petrolina, desde 2010, foram feitas reformas a fim de garantir ao consumidor uma carne de qualidade, longe de qualquer contaminação. De acordo com Nelson Minussi, assessor técnico do abatedouro, foram feitos diagnósticos para identificar por onde as melhorias deveriam começar para que a população de Petrolina consumisse uma carne dentro dos padrões de higiene. “Constatamos uma série de necessidades no abatedouro e priorizamos as ações que garantissem, no primeiro momento, um produto de qualidade. Afinal, alimento é questão de saúde pública”, disse.

Diversas melhorias foram realizadas como: compra de equipamentos e máquinas; destinação adequada para os resíduos sólidos e líquidos; higienização permanente do setor de abate; vaporização para limpeza das vísceras; obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por parte dos funcionários; abate feito por pistolas pneumáticas, em substituição à marreta evitando, assim, o sofrimento do animal, a instalação da Estação de Tratamento de Água; entre outras.

Para fazer a higienização de um boi durante o abate são necessários, em média, 1200 litros de água, para o suíno 800 litros e para o caprino 600 litros, “a demanda é grande e precisamos de água de qualidade. A nossa prioridade foi estabelecer uma estação de tratamento de água, hoje temos uma empresa que presta serviço tanto no fornecimento dos produtos para tratamento da água como também fazendo análises a cada 40 dias”, informou Minussi.

Todo trabalho de abate é acompanhado por uma equipe de inspeção interna que é coordenada por um médico veterinário. Além disso, segundo Minussi, a vigilância sanitária vistoria o estabelecimento com frequência e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) também fiscaliza o transporte dos animais e o próprio abatedouro.

 O Abatedouro Municipal de Petrolina funciona todos os dias da semana e conta com uma equipe de aproximadamente 100 funcionários. “É um trabalho feito em parceria, muito sério e comprometido, sobretudo com a questão da saúde pública. Essa determinação foi passada pelo nosso prefeito Julio Lossio, que cuidar da saúde pública é cuidar das pessoas”, finalizou.

Aproveitamento dos resíduos:

Um dos grandes problemas do Abatedouro Municipal de Petrolina era a destinação correta dos resíduos dos animais abatidos. O que antes era despejado em aterros sanitários, aumentando a proliferação de moscas e urubus, hoje se transforma em produtos que são comercializados.

O abatedouro conta com um setor específico para reaproveitamento das partes do animal que não servem para consumo humano. Os ossos e as vísceras não-comestíveis dos animais se transformam em farinhas que servem de ração para aves, peixes e porcos; os chifres e cascos são vendidos para fabricação de botões e artesanatos e o pêlo do rabo do boi é utilizado na fabricação de pincéis. “Nós diminuímos os resíduos em 80% com a implantação e o funcionamento da nossa graxaria. Hoje além dos produtos comestíveis, aproveitamos também os não comestíveis”, destacou Nelson Minussi.

Fonte: Prefeitura Municipal de Petrolina

Deixe seu comentário