‘Documentos mostram que militares nunca quiseram revisar Lei da Anistia’

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) cobrou punição aos defensores da Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil, após documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontarem que governo do general Emílio Médici (1969-1974) autorizou a morte de pelo menos 104 brasileiros por militares do Centro de Informações do Exército (CIE) e que o seu sucessor Ernesto Geisel também autorizou a continuação dos assassinatos de cidadão considerados ‘subversivos perigosos’. A cada novo homicídio seria analisado e autorizado pelo general João Figueiredo, indicado de Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI).

“Para termos democracia no Brasil temos que liberar estes documentos e mostrar: ditadura nunca mais”, disse Valente, em vídeo publicado no Twitter. “Uma denúncia que mostra que os militares brasileiros nunca quiseram fazer revisão da lei da anistia e mantiveram anistia aos torturadores, que fizeram desaparecimentos políticos”, acrescentou.

A revelação das autorizações dos militares para execuções foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor (veja aqui).

Segundo Valente, “o documento é muito valioso”. “Aqui que se sabia por debaixo do pano, que se desconfiava agora está confirmado”, continuou.

“E generais de pijama continuam falando em golpe. Sabem que houve tortura, assassinatos, censura, continuam falando que querem a volta da ditadura militar. Querem acabar coma s liberdades democráticas para isso”, complementou.

Em abril, o general da reserva Luiz Augusto Schroeder Lessa defendeu que, se caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja autorizado a concorrer nas eleições de outubro e venha a vencer o pleito, o país passe novamente por uma intervenção militar.

No ano passado, o general Antonio Hamilton Mourão, que admitiu a possibilidade de uma intervenção militar no país em função da crise institucional e política. (247)

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