Projeto é pioneiro na promoção da cidadania entre estudantes do Vale do São Francisco
Além das telas, uma imersão de conhecimento e identidade na juventude, usando a arte como instrumento de consciência social, pertencimento e transformação. É com esse propósito que o projeto HUMANID’ARTES inicia uma nova etapa de atividades em escolas públicas de Petrolina. A segunda edição do projeto traz palestras, rodas de conversa e apresentações musicais que abordam direitos humanos, cidadania e representatividade social. A iniciativa do artista André Pereli é propagar entre os estudantes o protagonismo e a perspectiva da latinidade nordestina para os adolescentes e jovens do Vale do São Francisco.
O projeto acontece de forma gratuita, por meio de financiamento da Política Nacional Aldir Blanc, em Petrolina, através da Secretaria de Cultura, fortalecendo o acesso à cultura e à formação crítica dentro do ambiente escolar. Idealizado pelo cantor e bacharel em Direito, André Pereli, o ‘HUMANID’ARTES’ utiliza a arte como instrumento de transformação social, promovendo reflexões sobre igualdade, liberdade, justiça e os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, além do diálogo com a Agenda 2030, que almeja promover dignidade e ações sustentáveis em todo o mundo.
O artista destaca que o ‘HUMANID’ARTES’ surgiu de seu anseio em levar discussões sociais para dentro das escolas, sobretudo entre os jovens, fazendo com que os estudantes saiam um pouco das telas dos celulares e possam conhecer um pouco sobre como as sociedades são formadas. “Quando fiz a faculdade de Direito, sempre gostei de entender o papel do cidadão na sociedade. Então, minha perspectiva com esse projeto é promover transformações sociais e culturais. Usando a arte enquanto ferramenta para promover o conhecimento dos direitos humanos, trazendo os princípios de igualdade, liberdade e justiça, com abordagem que vão além da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, afirma Pereli.
Nesta nova fase, o projeto será realizado em quatro escolas da região. A primeira delas, já no dia 27 de fevereiro, é a Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professor Humberto Soares, no bairro Cohab Massangano. Na primeira semana de março, o ‘HUMANID’ARTES’ chegará à Escola de Referência em Ensino Médio Dom Antônio Campelo, no bairro Jardim São Paulo (Quati 1). Ainda neste primeiro semestre de 2026, outras duas escolas serão anunciadas.
Cada escola selecionada recebe uma programação dividida em três momentos: duas palestras educativas realizadas, uma roda de conversa com os estudantes e uma apresentação musical autoral do artista André Pereli. Nesta edição, além dos assuntos relacionados aos direitos humanos e cidadania, também serão abordados temas sobre latinidade, regionalização do Sertão e a importância de se reconhecer como parte de um continente. Assim, os participantes poderão compreender as temáticas que serão debatidas durante a conversa entre os estudantes. Já o show, sempre traz músicas com influência do reggae, rap e da música popular afro-brasileira, ampliando o debate por meio da arte.
A proposta é seguir criando espaços de escutas e diálogos, incentivando os jovens a refletirem sobre seus direitos fundamentais e seu papel na sociedade. Mais do que apresentações culturais, o ‘HUMANID’ARTES’ propõe criar uma experiência formativa e sensível, sobretudo aos jovens da periferia de Petrolina. Estimulando o pensamento crítico, o autoconhecimento e as discussões sobre cidadania e sociedade a partir de suas próprias realidades.
HUMANID’ARTES 1ª edição:
Na edição passada, em 2025, com apoio da LPG-PE, o HUMANID’ARTES passou pelas seguintes instituições: EREM Prof. Evanira de Souza Dias, no bairro São Gonçalo; EREFEM Pe. Luiz Cassiano, no Loteamento Recife; EREM Antônio Padilha, no José e Maria; e EREM Pe. Manoel de Paiva Netto, no Jardim Amazonas, além da culminância no Cineteatro da Univasf.
A experiência consolidou o projeto como uma importante ação de integração entre cultura e educação, aproximando os estudantes de debates essenciais para a formação cidadã. Ao promover encontros que unem informação, arte e participação ativa dos adolescentes, o HUMANID’ARTES reafirma o compromisso com uma educação mais crítica, inclusiva e transformadora.
“Tudo aconteceu de forma gratuita, sem qualquer custo para as escolas e estudantes. Assim conseguimos ampliar o acesso à formação cidadã dentro do ambiente escolar e fortalecer o diálogo com adolescentes sobre direitos e garantias fundamentais; inclusive, o direito de sonhar além da representatividade e protagonismo das periferias. Foi uma experiência incrível que com certeza se repetirá esse ano!”, pontua o idealizador.
