Em defesa dos vereadores do PT de Petrolina/PE que votaram contra a doação de um terreno público do município à Fundação Nilo Coelho, na sessão desta quinta-feira, 11, na Câmara Municipal, a ex-deputada e presidente de honra do PT petrolinense, fez um desabafo.
“A Fundação Nilo Coelho deveria no mínimo ter consultado à população, já que a sua própria existência depende de recursos públicos que chegam para que possa executar suas ações. Nem Cristina nem Geraldo votaram contra a construção de escola, votaram contra a forma que essa área foi entregue sem ouvir o povo”, frisou Isabel Cristina.
O questionamento dos vereadores do PT e da ex-deputada tem respaldo porque a própria Fundação Nilo Coelho é dona do terreno onde está construída hoje a Escola
Marechal Antônio Alves Filho (EMAAF) e vendeu parte da área da escola que há 50 anos atua na cidade, sendo mantida pelo governo estadual. O terreno da EMAAF teria sido vendido por R$ 14 milhões.
Em outro momento, a Escola de Petrolina, conhecida como Estadual, também teve toda a sua história interrompida, porque a mesma Fundação Nilo Coelho de uma hora pra outra, pediu a área do Estadual de volta ao governo de Pernambuco e hoje aluga o prédio para uma instituição privada.
Por isso Cristina e Geraldo votaram contra, porque para Cristina Costa não existe amarração nesta doação que faça com que a Fundação Nilo Coelho não venha repetir o mesmo que fez com a EMAAF e Escola de Petrolina, ou seja, apagar toda a história de uma instituição educacional por não querer e vender para benefício apenas da entidade.
O vereador José Batista da Gama, PDT, da bancada de oposição na Casa e defensor de primeira hora da doação, discorda da desconfiança dos colegas petistas. Ele diz que o projeto aprovado amarra bem essa questão e o terreno jamais poderá ser vendido.
“No texto existe um artigo que proíbe a Fundação de vender o terreno. Isso está bem amarrado. Foi assim que aprovamos a doação”, assinalou Zé Batista.
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