O PL (ex-PR) apresentou uma proposta alternativa ao texto da reforma da Previdência encaminhada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. A iniciativa ocorre às vésperas da apresentação do relatório final na comissão especial. O Centrão é bloco formado pelo próprio PL, PP, PRB, DEM e Solidariedade.
O texto do Centrão, apresentado por meio de emenda, prevê a extensão do período de transição para a capitalização de 10 para 15 anos e a criação de fundo de transição, que seria abastecido com recursos da exploração do petróleo do pré-sal – os valores seriam arrecadados com as privatizações, redução de benefícios tributários e parte do superávit primário.
Revoltado, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), ligou para o deputado Wellington Roberto (PR-PB) com o objetivo de “amenizar” a proposta,
“Ele me ligou e pediu para amenizar com vocês (jornalistas). Expliquei para ele que não estamos aqui para confronto. Queremos colocar nossa ideia e, lá na frente, na hora da comissão, vamos discutir no voto”, disse o líder do PL. O relato foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo.
O PL, até o momento, não conseguiu o apoio formal de nenhum partido à proposta alternativa. O Estado consultou líderes do chamado Centrão que afirmam ser necessário avaliar o texto antes de aderir ao movimento do PL.
O partido conseguiu mais de 180 assinaturas de parlamentares à emenda com a proposta alternativa. A maioria das adesões foi de integrantes da oposição. (247)


