Os procuradores da Lava Jato passaram a semana dizendo que foram alvo de ataque de hackers que invadiram seus celulares e adulteraram conversas. No entanto, os procuradores do Ministério Público Federal de Curitiba não entregaram os celulares para a perícia na investigação sobre a invasão dos aparelhos.
A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que a possível origem dos ataques de hackers a celulares de autoridades ligadas à Lava Jato foi o celular do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em abril deste ano.
Pelo celular de Janot, o invasor teria conseguido o número dos celulares dos procuradores da Lava Jato. A polícia também acredita que a invasão ocorreu porque possivelmente os integrantes do grupo de mensagens não usava a dupla verificação de senha do aplicativo Telegram.
A denúncia de ataque de hacker tentava contrapor o conteúdo de conversas vazadas pelo The Intercept que revelaram conversas de Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro instruindo secretamente as ações do Ministério Público.
O editor do The Intercept, Glenn Greenwald, destacou que se as mensagens fossem alteradas ou falsificadas, como argumentam os procuradores, “seria extremamente fácil para provar: mostre os originais”. “Eles não fizeram isso e não vão, e não podem, porque eles sabem que estão mentindo ao sugerir que foram alterados”, completou. (247)


