A cidade de Petrolina, no sertão do estado de Pernambuco, conhecida como a capital da irrigação e a Terra dos Impossíveis, terá sua eleição de primeiro e segundo turno para prefeito no próximo ano. Na disputa, temos cinco fortes pré-candidatos, sendo Odacy Amoirm (PT) e Julio Lossio (PSD) os representantes da ala dos “feios” e Miguel Coelho (sem partido), que deve ir para o MDB, e junto com Lucas Ramos (PSB) representam o “lounge” dos bonitos.
A diferença entre os postulantes é que os “feios” defendem a inclusão social, a valorização dos servidores, a moradia digna para as famílias de baixa renda, o fortalecimento da agricultura familiar, a distribuição de renda, os empregos com carteira assinada e uma previdência para todos. Além desses pontos, os “feios” devem seguir em oposição ao sistema financeiro defendido pelo o atual governo do presidente Bolsonaro. Do outro lado, para os “bonitos”, a pauta é completamente adversa, pois no lugar de direitos, os dois jovens políticos defendem as “obras de cal e cimento”, como por exemplo: as duplicações de avenidas; as pavimentações de ruas, o recapeamento asfáltico, a construção de quadras poliesportivas, e o Compaz (Centro Comunitário da Paz ), sendo esse último sob a ideia de oferecer o melhor para os mais pobres e garantir inclusão social e o fortalecimento comunitário, porém está sendo construído em um local elitizado da cidade. Correndo por fora, está o vaqueiro e vereador Gabriel Menezes (PSL) que não se enquadrou nem entre “feios”e nem entre os “bonitos”, contudo está caminhado na busca de fortalecer os direitos históricos da classe trabalhadora ao lado das oposições.
Cabe ao eleitor fazer a avaliação do que é melhor e o que dará mais sustentabilidade para o seu futuro e para o da sua comunidade.



