Nesta quarta-feira (24), a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE/IMP) lança a segunda matéria informativa sobre o perfil dos seus serviços. A série, comemorativa aos seis anos de funcionamento, tem como objetivo tirar as dúvidas da população e apresentar a Unidade para aqueles que ainda não a conhecem.
“Por incrível que pareça, mesmo após seis anos em Petrolina, muita gente não sabe o que a gente oferece, quais são nossos fluxos e como ter acesso. Então, decidimos fazer essa série informativa como um presente à população”, esclarece a coordenadora geral, Grazziela Franklin.
Ambulatório de Especialidades
A UPAE/IMIP de Petrolina possui um ambulatório de especialidades que oferece 16 especialidades médicas (cardiologia, angiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, hematologia, infectologia, nefrologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, pneumologia, proctologia, reumatologia e urologia) e 8 especialidades das categorias de enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, serviço social e terapia ocupacional.
O ambulatório da UPAE é referência para os 7 municípios que compõem a VIII Regional de Saúde. Em números, absorver toda essa demanda significa que a Unidade realiza, por mês, em torno de 8 mil consultas. Em seis anos já foram contabilizados quase 320 mil atendimentos médicos, mais de 65 mil consultas com a equipe multiprofissional e 76 mil sessões de fisioterapia.
O serviço funciona de segunda a sexta, das 7 às 17h, e oferece uma alta resolutividade em diagnóstico e orientação terapêutica aos pacientes.
Vagas e Marcação de primeira consulta
As vagas de primeira consulta são mensalmente informadas à Central de Regulação até o dia 19. A Central é quem as disponibiliza para os sete municípios da VIII GERES, utilizando critérios pré-definidos pela Secretaria Estadual de Saúde, através de um sistema informatizado (SISREG).
“É importantíssimo ressaltar que a marcação das primeiras consultas não é feita pela UPAE, e sim pelos municípios. Para ter acesso, o paciente deve, inicialmente, procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e encaminhamento ao especialista. As secretarias municipais de saúde recebem a demanda da atenção básica e realizam o agendamento eletrônico para atendimento na UPAE [ou em outras unidades de saúde], de acordo com as vagas repassadas pela GERES”, ressalta a coordenadora.
Depois que o paciente ingressa na Unidade, ele pode ser encaminhado pelo médico para outras especialidades médicas e/ou não médicas através da interconsulta, cuja marcação é feita na própria UPAE. “Vai depender da necessidade de cada paciente. Se o médico entender que como apoio diagnóstico e terapêutico ele precisa de outros atendimentos será solicitada a interconsulta. Vale ressaltar que não são disponibilizadas vagas externas para a equipe multiprofissional [com exceção da fisioterapia]. Essa marcação é feita apenas internamente”, explica.
“Os retornos também seguem a mesma lógica e passam a ser marcados na própria Unidade, na central de marcação. Depois que o paciente entra na unidade ele passa a ser nosso. Isso é feito para facilitar a vida do usuário. Ao invés dele voltar para o município para marcar o retorno, ele já sai da consulta e marca o retorno no mesmo dia na central de marcação”, acrescenta Grazziela como informação.
Taxa de Absenteísmo e Perda Primária
O absenteísmo e a perda primária são os principais problemas enfrentados pelo ambulatório. A perda primária refere-se ao desperdício das consultas disponibilizadas pelos serviços de saúde (por exemplo, a UPAE disponibiliza a vaga e as secretarias não marcam) e a taxa de absenteísmo, que se refere a não execução das consultas médicas, previamente agendadas, decorrente da ausência do paciente, por motivo de qualquer ordem.
“Os números já melhoraram bastante. Mas, a nossa perda primária ainda está na faixa dos 20% e o absenteísmo em torno dos 17%. E isso é muito, para uma população que possui uma demanda reprimida alta para consultas com especialistas. Internamente nós já lançamos mão de muitos mecanismos de gestão para superar essa dificuldade, mas neste momento aproveitamos para fazer um apelo à população para que não falte às consultas agendadas e aos municípios para que não desperdicem as vagas disponibilizadas”, ratifica.
Ascom


