Fora do PSB desde abril desde ano, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho tem até abril do próximo ano para efetivar sua nova filiação. Por ocupar cargo executivo que não necessita contabilizar votos coletivos para confirmar sua vitória nas urnas, o mandato pertence ao prefeito e por isso, apenas as suas estratégias políticas norteiam a nova escolha. Mas isso não quer dizer que os fatores e as conjecturas partidárias não influenciam nesse processo. Ainda mais quando o Congresso Nacional aponta para a possibilidade de ampliação do fundo eleitoral.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, caso seja aprovado agora no segundo semestre o orçamento de R$ 3,7 bilhões para o fundo, só o PSL abarcará quase meio bilhão de reais. Imaginem quanto desse montante não seria destinado a campanha de um candidato a prefeito numa cidade como Petrolina? Talvez por isso o grupo do prefeito Miguel Coelho esteja em busca do comando do partido na cidade e também por isso, mesmo insatisfeito, o vereador Gabriel Menezes não largue o osso.
Mas é importante destacar que estes valores ainda precisam ser aprovados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, além de sancionados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi aprovado em 2017 para driblar o fim das doações de empresas para campanhas eleitorais, em 2015. Para as eleições do ano que vem, os partidos também poderão usar recursos do fundo partidário.
Os recursos estão incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020, que tem relatoria do deputado Cacá Leão (PP-BA).
(Nossa Voz)


