Ricardo Banana

OPO encerra programação do Setembro Verde e reforça importância da doação de órgãos

A Organização de Procura de Órgãos do Hospital Dom Malan (OPO) encerrou, no último sábado (25), a programação alusiva ao Setembro Verde (campanha que busca promover a conscientização sobre a doação de órgãos).

Este ano os eventos foram todos online, com lives e aulas pelo zoom com os temas: Impactos da pandemia no processo de doação e transplante de órgãos; O impacto do trabalho da OPO no processo de doação e transplante: Observações de um cirurgião; Doação e Gratidão: Relatos de Experiência de uma Enfermeira da CIHDOTT.

Participaram a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CET-PE), Noemy Gomes, o coordenador médico da OPO, Pedro Diniz, as enfermeiras especialista em doação, captação e transplante, Luiza Nóvoa e Djenane Cristovam, o doutor em cirurgia, Bernardo D. Sabat, e a enfermeira assistente/gerente da OPO Petrolina, Janaina Carvalho.

“Foi um formato diferente do que estávamos acostumados, mas que aconteceu em todo o estado dessa maneira. Conseguimos uma importante mobilização, com a participação de convidados importantes, e acredito que passamos o recado”, ressalta Janaina, que esteve à frente da organização.

De acordo com a profissional, no período inicial da pandemia, foram suspensos os transplantes eletivos de órgãos e tecidos, como o de córnea e o renal. “Por conta da pandemia e o riscos aos receptores, esses transplantes foram suspensos. Inclusive, a decisão foi tomada em câmara técnica. Já os transplantes para os quais não havia outra alternativa de tratamento para o retardo do recebimento do novo órgão, como coração e fígado, esses foram mantidos. Mesmo assim, foi bem mais no início. Agora já normalizamos”, esclarece.

A equipe da OPO também teve que lidar com a diminuição das doações e dificuldades na logística de captação, devido ao encolhimento da malha aérea. “Tivemos uma redução nas ocorrências de trânsito e violência urbana, que impactaram diretamente nas doações, e um entrave na captação devido à redução do número de voos. Além disso, chegamos a um índice de 50% de recusa das famílias, pois a falta do acolhimento presencial dificultou esse processo. Com as entrevistas realizadas por telefone, o vínculo criado com as famílias tornou-se mais frágil”, acrescenta.

Neste período não houve mudança nos protocolos, apenas uma necessidade de testagem para o novo coronavírus. “Os protocolos são previstos em lei e a notificação da morte encefálica é compulsória. O que mudou foi apenas a necessidade da testagem para a Covid-19”, finaliza.

A OPO Petrolina é responsável por fiscalizar todos os protocolos de morte encefálica que acontecem na cidade, seja em hospitais particulares ou públicos, por acolher e entrevistar as famílias, e viabilizar toda captação de órgão em conjunto com a CET.

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