Um dos profissionais de saúde que esteve desde o início na linha de frente desta pandemia foi o farmacêutico. Da pesquisa científica ao atendimento no balcão mais de 220 mil trabalhadores da área atuaram durante a quarentena, colocando em risco a própria segurança.
Em meio a tantas coisas que podem ser citadas, vale ressaltar que os conselhos de farmácia de todo o país realizaram a campanha: “Não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico”.
O motivo do alerta foi o resultado de um estudo que constatou um aumento significativo nas vendas de medicamentos que foram relacionados, de alguma forma, à covid-19. A vitamina C, cujo “efeito preventivo” contra o vírus foi disseminado em fake news, por exemplo, foi a campeã em comercialização nos primeiros meses de pandemia.
Fora a atuação nesse combate, os farmacêuticos também foram brilhantes nas pesquisas, produção de novos medicamentos e testes laboratoriais, na vigilância em saúde, no atendimento direto aos pacientes em farmácias públicas e privadas, em laboratórios, instituições de longa permanência de idosos, hospitais, unidades de terapia intensiva (UTIs) e Pronto Atendimentos, como é o caso da UPA 24h de Petrolina.
“O uso racional de medicamentos, incentivado pelos farmacêuticos, foi importantíssimo nesse momento onde tivemos escassez de produtos, propagação de notícias falsas sobre medicamentos preventivos ou milagrosos e o incentivo à automedicação. Dessa forma, o farmacêutico foi fundamental no sentido de promover uma dispensação segura, ajudando assim a garantir a segurança dos pacientes, a otimização da farmacoterapia e a efetividade do tratamento”, ressalta o coordenador de farmácia da Unidade, Augusto Callou.
Além de tudo isso, na UPA os farmacêuticos foram os responsáveis por montar o plano de compra de farmacológicos e insumos para atender à demanda dos pacientes com Covid. “Sem dúvida, sem essa equipe não teríamos conseguido nos organizar tão cedo e tão bem. Esse planejamento fez toda a diferença e só temos que agradecer e parabenizá-los nesse dia tão especial”, considera a coordenadora geral, Grazziela Franklin.
Se o farmacêutico já tinha a sua relevância no cenário da saúde, muito embora por conta da Lei 13.021/14, que dispõe sobre serviços realizados por este profissional, agora, depois da pandemia, essa importância fica mais latente, repercutindo assim na consciência de toda a sociedade.

