Ricardo Banana

Segundo Sargento da PM-PE vence a Covid-19 e faz reconhecimento à UPAE/IMIP de Petrolina

Muito se engana quem pensa que a maior luta de Edileuson Taumaturgo Azevedo foi contra bandidos atuando como Segundo Sargento da Polícia Militar de Pernambuco. A verdadeira batalha do militar foi pela vida, traçada em uma cama de hospital, mas precisamente em um leito de UTI da UPAE/IMIP de Petrolina.

Toda essa história começa dia 08 de fevereiro de 2021, quando Edileuson sentiu os primeiros sintomas da Covid-19. A doença foi confirmada dia 12 em um teste rápido de farmácia. No dia 15 o PM teve um rebaixamento e foi para o hospital de campanha do município, de onde teve alta no dia 18. Dia seguinte sentiu-se mal e buscou a UPAE Petrolina, onde à noite já se encontrava na UTI.

Neste meio tempo, confessou ter visto o filme da sua vida passar. “A gente fica com medo sim. Sou hipertenso, diabético e há um ano atrás tive uma infecção hospitalar. Além disso, tenho um filho de 4 anos e pensei nunca mais vê-lo. Fiquei imaginando que as últimas pessoas que veria seriam aquelas do hospital e não a minha família. É um sentimento que não desejo para ninguém”, garante.

Mas, para quem está acostumado a fazer da fraqueza força, essa foi só mais uma batalha vencida. Dia 26 o Sargento teve alta e, no momento, está no conforto do lar fazendo fisioterapia respiratória e se recuperando ao lado dos seus.

Na alta muita emoção. “Graças a Deus e ao bom atendimento de todos os profissionais da UPAE estou indo para casa realizar um sonho que é o de aproveitar a aposentadoria ao lado da minha família. Tive medo desse dia não chegar e hoje estou aqui comemorando”, revelou na ocasião.

Danila Peixoto, esposa do Segundo Sargento reforça: “Foram dias de agonia, mas recebemos a chance de um novo começo. Fomos todo o tempo muito bem assistidos por toda a equipe da UPAE, e só temos a agradecer. Realmente recebemos uma lição de humanidade”.

Edileuson voltou a trabalhar no dia seguinte da alta, mas irá gozar férias neste final de mês. Muito provavelmente na volta ele já se reforma. “Não vejo a hora desse momento chegar. Estou muito feliz”, complementou.

Para a coordenadora geral da Unidade, Grazziela Franklin, histórias de superação como essa só inspiram. “Nestes momentos a gente percebe que tudo vale a pena. O SUS, sem dúvida, está à frente, batalhando nessa guerra e isso nos enche de orgulho. Fico feliz por cada profissional que aqui trabalha”, finalizou.

Compartilhe: