O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin afirmou que há um agravamento de práticas autoritárias no Brasil. De acordo com o magistrado, existem “desertores da democracia” que se acham “acima da Constituição”. O ministro disse ter “grande preocupação” com “o que se avizinha no horizonte”.
“Eleições periódicas não constituem por si só o remédio para a bula democrática, mas são imprescindíveis. E, portanto, diluir o processo eleitoral, diluir o sistema eleitoral está criando um novo tipo de desertor no Brasil, que são os desertores da democracia”, complementou Fachin durante evento da Associação dos Juízes Federais (Ajufe).
Segundo o ministro, “não é hora de silenciar”. “Calar agora é cumplicidade. E como magistrado não vou cruzar os braços diante da violência contra a Constituição”, continuou. “Essa deserção [da democracia] precisa ser apontada e deve merecer a reação de todas as instituições, quer seja dentro do estado quer estejam na sociedade civil”, disse.
Na live desta quinta-feira (17), Bolsonaro afirmou que, se não existir o chamado “voto auditável” nas urnas do próximo ano, um lado poderia não aceitar os resultados da eleição e “criar uma convulsão no Brasil”.
Ao comentar o processo eleitoral em webinar da Ajufe, Fachin se disse preocupado com o "que se avizinha no horizonte". "Diluir o sistema eleitoral está criando um novo tipo de desertor, que são os desertores da democracia, se acham acima da Constituição. Não é hora de silenciar". pic.twitter.com/KPp8qEpT0B
— JOTA (@JotaInfo) June 18, 2021
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