Ricardo Banana

HDM discute Medicalização na Assistência Obstétrica com principais centros do país

A equipe de obstetrícia do Hospital Dom Malan discutiu, agora em julho, o tema “Medicalização na Assistência Obstétrica da Gestante de Baixo Risco” com os principais centros de assistência, ensino e pesquisa do país, durante a Reunião Científica da Disciplina de Obstetrícia Patológica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), da qual o HDM participa através de Webconferência.

Este mês, a apresentação ficou por conta da Coordenadora da Enfermaria da Gestação de Risco do IMIP, Profa. Dra. Gláucia Virgínia de Queiroz Lins Guerra, que também é Preceptora da Residência de Ginecologia e Obstetrícia do IMIP e doutora em Ginecologia e Obstetrícia pela Unicamp.

“O principal ganho desses debates é o nivelamento da assistência à gestante. Estamos em um mesmo grupo com as principais referências em saúde materna do Brasil e ofertamos às mulheres de Petrolina e região o que há de mais atual na literatura da ginecologia e obstetrícia”, esclarece o especialista em medicina fetal do HDM, Marcelo Marques.

Vale lembrar que a medicalização do parto começou a partir do século XIX quando o parto entrou no âmbito da medicina.  O processo foi ampliado fortemente no decorrer do século XX trazendo importantes vantagens relacionadas, principalmente, à diminuição dos índices de mortalidade materna e neonatal.

Por outro lado, a intensificação da medicalização do nascimento também aponta para problemas, à medida em que a excessiva tecnologização tem gerado críticas e insatisfações, em especial no que concerne às consequências clínicas, físicas e emocionais do excesso de intervenções. “O processo de medicalização do parto e suas consequências têm sido um desafio para a sociedade brasileira e vem mobilizando diferentes campos do mundo político, técnico e acadêmico”, ressalta o médico.

“Acredito que antes de tudo o parto deve ser humanizado e escolha da via sempre feita de forma criteriosa pela equipe médica. A opção pelo parto natural, cesáreo ou medicalizado precisa ser discutida e aceita, inclusive, pela gestante. O que nós precisamos ter é bom senso e priorizar sempre a segurança do binômio mãe/bebê”, defende.

O médico considera de extrema importância a participação nesses debates. “Tudo que vem para somar e buscar a excelência é positivo. Inclusive, através dessas reuniões já conseguimos exportar conhecimento do Vale do São Francisco para o mundo, como também já trouxemos novidades para serem implementadas aqui. É uma via de mão dupla onde todos saem ganhando”, comemora Marcelo.

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