Psicóloga tira dúvidas sobre o assunto no Setembro Amarelo, campanha de conscientização pelo cuidado com a saúde mental
Setembro é o mês da campanha nacional de prevenção ao suicídio. Desde 2014, o Centro de Valorização da Vida (CVV) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organizam o “Setembro Amarelo”: série de ações de conscientização sobre o tema e cuidados com a saúde mental para a população.
A coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Paulista, Márcia Karine, observa que a campanha é de grande importância e orienta: “Essa decisão de tirar a própria vida não é tomada da noite para o dia. Por isso, precisamos ficar atentos a alguns sinais, que podem servir de alerta para quem está próximo. Observar questões de isolamento social, mudanças muito drásticas de humor. É imprescindível oferecer acolhimento sem fazer qualquer crítica, pois a pessoa está passando por esse sofrimento precisa saber que tem apoio”, destacou.
Ainda de acordo com a psicóloga, os outros indícios de risco para o suicídio são desesperança; desleixo com a aparência; mudança repentina de hábitos – alimentares, de sono e sociais -, perda de interesse por atividades que gostava de fazer; entre outros.
De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de suicídios no Brasil em 2020 foi de 12.895, aumento de apenas 0,4% em relação a 2019. “A saúde mental das pessoas foi fortemente impactada negativamente com a pandemia, trazendo prejuízos emocionais. Houve um aumento na gravidade do sofrimento psíquico e elevação dos transtornos mentais”, explicou Márcia.
O psicólogo aconselha, conforta e fornece grande suporte necessário para as pessoas passarem pelas crises emocionais ou psicológicas com suavidade. Caso precise de ajuda ou outras informações, o CVV também fornece apoio preventivo por meio do número 188 (ligação gratuita).


