Falta de ar está entre os primeiros sintomas
Sem chances de cura, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a quinta maior causa de mortes no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando acomete um paciente, avança de forma progressiva.Dentro desse grupo estão patologias conhecidas, como bronquite (estreitamento das vias aéreas) e o enfisema pulmonar (danos irreversíveis nos alvéolos). Os principais sintomas são tosse crônica e dificuldades respiratórias.No mundo, a DPOC é a terceira causa de mortes. Mais de 80% dos óbitos são registrados em países de renda média e baixa, uma vez que as estratégias de combate não são efetivas. Naquelas nações, o tratamento não chega para muitas pessoas e nem todos conseguem ter acesso a medicamentos.
O pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Eduardo Campelo, diz que o público que mais sofre com essa patologia é formado por idosos, por uma questão de vícios que são alimentados ao longo da vida como, por exemplo, uso de cigarros ou demais cargas tabágicas como cachimbo, narguilé, maconha e cigarros eletrônicos. Poluição ambiental, gases e substâncias também entram na lista de causas.
“Enquanto a pessoa não se afastar daquilo que a levou à doença, ela vai piorar ainda mais. O paciente começa com uma falta de ar quando faz esforços maiores, porém, com o passar do tempo, ele vai cansando com atos pequenos. Por exemplo, a pessoa vai à padaria e volta, mas em determinado momento, passa a cansar, simplesmente, com o peso do pão ou do leite que ela comprou ali. Já tem que acender um alerta”, indica.
Tratamento
Para conviver com a DPOC de forma controlada, o paciente precisa de um acompanhamento médico. O especialista pode optar por prescrever medicamentos e indicar reabilitação pulmonar.
Já nas situações onde os casos são mais graves, pode encaminhar o paciente para suplementação de oxigênio. Isso auxilia no retardo da progressão da doença, controlando sintomas e mitigando complicações. As crises podem acelerar o declínio da função pulmonar.
Prevenção
A proteção contra a DPOC começa quando o paciente para de fumar imediatamente ou se afasta de tudo aquilo que pode contribuir para a piora dos sintomas já existentes ou o acometimento. Conforme indica Campelo, é necessário evitar exposição a fumaças orgânicas.“Quando a pessoa respira, pode inalar aquelas partículas finas e aquilo termina levando à DPOC. O fato de conviver com um fumante que está ali sempre fazendo uso do cigarro, principalmente no ambiente fechado, também pode fazer a longo prazo a pessoa a desenvolver a doença”, indica.
Fonte: FolhaPE.
