Fernando Bezerra Coelho, petrolinense da gema. Filho do industrial Paulo Coelho e Dona Lizete Bezerra Coelho. Um núcleo familiar de muitos filhos. A primeira experiência política nos palanques de 1982 o consagrou deputado estadual com expressiva votação. A família Coelho ainda estava unificada pela orientação do então senador Nilo Coelho, tio de Fernando. Logo, veio a chefia de gabinete do governador Roberto Magalhães. Após a morte de Nilo, o espaço público para o jovem FBC estava pequeno. Ele alçava vôo próprio e nisso teve apoio do pai que estava rompendo com os demais irmãos, liderados por Osvaldo Coelho. E FBC quis e se elegeu, deputado constituinte em 1986, só com o apoio do pai, Paulo. Fernando estava triunfante com a eleição do governador Miguel Arraes neste mesmo ano. Rompido com a direita conservadora, FBC, marchou sempre com a Frente Popular de Pernambuco a despeito de qualquer coisa. Em 1988 defendeu a candidatura de Diniz Cavalcanti pelo MDB e perdeu a eleição em Petrolina seu primo, Guilherme Coelho prefeito da cidade. FBC seria eleito prefeito de Petrolina, em 1992, numa revanche política. Depois foi eleito mais duas vezes prefeito de Petrolina, em 2000 e 2004. FBC daí por diante, obteve êxito e insucesso em eleições, disputando e polarizado a eleição particularmente em Petrolina. Em 2006, Veio o governo Eduardo Campos, onde foi super secretário. Em 2011, nomeado ministro da integração no governo Dilma Roussef. E em 2014, eleito senador da República pelo Partido Socialista Brasileiro. Mas, Fernando nunca escondeu sua vontade de ser governador de Pernambuco. Nisso, as circunstâncias o impediram sempre. Fernando construiu um palanque próprio desde sempre, com intuição e pragmatismo, por obstinação e luz própria. Estabeleceu essa militância que até agora lhe confere dividendos e adversários ferrenhos por onde pratica política competitiva. Apoiou o governo tampão de Michel Temer e foi líder do governo Bolsonaro em tempos bicudos. Com esse ímpeto governista atraiu atenções do mundo privado e carreou recursos públicos para tocar Petrolina que agora é metrópole sanfranciscana.

