Com 900 leitos e situado entre as BRs 232 e 101, entre o Recife e Jaboatão dos Guararapes, o Hospital Geral Metropolitano (HGM) será feito em parceria com o Governo do Brasil, para zerar filas de leitos e cirurgias na Região Metropolitana do Recife, desafogando outros hospitais. Outras três novas unidades hospitalares já anunciadas durante a pré-campanha integram o maior movimento de reforço à saúde pública desde o governo Eduardo Campos: o Hospital da Criança do Agreste, o Hospital Geral do Araripe e o Hospital Geral do Vale do São Francisco
Em seu primeiro dia de campanha, neste domingo (16), o candidato da Frente Popular ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), anunciou o maior movimento de reforço à saúde pública no Estado dos últimos 20 anos. A proposta é a construção de quatro novos hospitais. Entre eles, aquela que será a maior unidade hospitalar pública do Nordeste: o Hospital Geral Metropolitano (HGM). Com 900 leitos e cinco mil profissionais de saúde (700 médicos, dois mil enfermeiros e técnicos, além das equipes de apoio), o hospital ficará localizado entre as BRs 232 e 101, entre o Recife e Jaboatão dos Guararapes, com o objetivo de zerar filas de leitos e cirurgias na Região Metropolitana do Recife. O investimento será de R$ 750 milhões, em parceria com o governo federal.
João Campos também reafirmou o compromisso, firmado durante a pré-campanha, com a construção de três outras novas unidades de saúde: o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru; o Hospital Geral de Araripina; e o Hospital Geral do Vale do São Francisco, em Petrolina. “Será um movimento firme no sentido de aproximar a saúde pública do povo pernambucano, abrindo 500 novos leitos no interior do estado, com investimento de 500 milhões. Nosso objetivo é que todo cidadão do estado, principalmente no interior, tenha acesso a uma grande unidade hospitalar a pelo menos duas horas de distância de onde mora”, disse o candidato.
No Grande Recife, o Hospital Geral Metropolitano (HGM) será maior do Nordeste e terá capacidade instalada superior, inclusive, à do Hospital da Restauração (HR), atualmente a maior emergência do estado. O objetivo é ampliar atendimentos de alta complexidade, consolidando, também, a nova unidade como referência em serviços de urgência em várias especialidades. “O que a gente pretende com isso é desafogar os hospitais existentes na Região Metropolitana, que serão requalificados para funcionar de acordo com suas especialidades de origem. O HR, por exemplo, sempre teve uma grande vocação para o atendimento de trauma, e é como vamos requalificá-lo”, explica Campos.
O HGM terá grandes emergências, centro de trauma, UTIs, centro cirúrgico de alta capacidade, diagnóstico por imagem e serviços especializados, com referência especialmente em áreas que hoje exercem forte pressão sobre a rede, como traumatologia e ortopedia, neurologia e neurocirurgia, cirurgia geral e cirurgia vascular. A construção do novo hospital também vai alavancar a economia do entorno, uma vez que está prevista a circulação de 20 mil pessoas diariamente pela unidade. Além disso, o HGM será planejado para funcionar como centro internacional de pesquisa em várias especialidades, promovendo o intercâmbio com profissionais de saúde de outros países.
Saúde mais perto – A expansão da rede pública segue para o interior na forma de três outros novos hospitais. Em Caruaru, o Hospital da Criança do Agreste terá 100 leitos e atendimentos em várias especialidades, nos moldes do Hospital da Criança do Recife. Além disso, João Campos também firmou o compromisso de reformar e reabrir o Hospital Jesus Nazareno (antiga Fusam) e reestruturar o Hospital Geral do Agreste. Em Araripina, a proposta é a construção do Hospital Geral do Araripe, unidade de alta complexidade com 200 leitos que vai preencher um vácuo nesse tipo de atendimento que existe em uma das áreas economicamente mais ativas de Pernambuco. E, em Petrolina, o compromisso já firmado na pré-campanha é a criação do Hospital Geral do Vale do São Francisco, também com 200 leitos e atendimentos de alta e média complexidade. “Em Petrolina as pessoas são atendidas no Hospital Universitário, que já é insuficiente para demandas de alta e média complexidade. Então vamos oferecer tratamento para que as pessoas não precisem se deslocar para Serra Talhada ou até mesmo para o Recife”.
Ao lado da chapa de senadores – com os candidatos Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) -, além da senadora e líder do Governo Lula, Teresa Leitão (PT), o candidato ao governo de Pernambuco disse que pretende recuperar a rede de hospitais regionais, especialmente o Hospital Ruy de Barros Correia, localizado em Arcoverde, no Sertão do Estado. A implantação da nova rede de alta complexidade recupera a capacidade de realização que marcou o Governo Eduardo Campos na saúde pública. Entre 2009 e 2011, Pernambuco entregou três grandes hospitais metropolitanos: o Hospital Miguel Arraes, em Paulista; o Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho; e o Hospital Pelópidas Silveira, no Recife. O Miguel Arraes foi o primeiro grande hospital de trauma construído na Região Metropolitana em 40 anos, enquanto o Pelópidas Silveira tornou-se o primeiro hospital do SUS no país dedicado exclusivamente à cardiologia, neurologia e neurocirurgia. O legado de Eduardo Campos demonstrou que é possível planejar, construir e colocar em funcionamento grandes hospitais públicos, organizando a rede a partir dos territórios e das necessidades da população.

