A abertura da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, a COP17, aconteceu nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na capital da Mongólia. O encontro, que segue até 28 de agosto, tem como tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”, colocando no centro das discussões a recuperação das terras degradadas e a construção de soluções para enfrentar a desertificação, a degradação do solo e a seca.
A milhares de quilômetros de Pernambuco, representantes de diferentes países se reúnem em Ulaanbaatar, na capital da Mongólia, para discutir um problema que também faz parte da realidade do Sertão do estado: a desertificação.
Com o início da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, a COP17, o g1 Petrolina inicia uma série especial de reportagens para mostrar como os temas debatidos no encontro internacional se conectam com o território, a população e as iniciativas desenvolvidas no Semiárido de Pernambuco.
O ponto de partida é o Núcleo de Desertificação de Cabrobó, uma área que, considerando a delimitação ampliada divulgada em 2023, abrange atualmente sete municípios pernambucanos: Cabrobó, Belém do São Francisco, Parnamirim, Salgueiro, Itacuruba, Floresta e Carnaubeira da Penha.
Ao longo das próximas reportagens, a série vai abordar diferentes aspectos dessa realidade: os efeitos da degradação para quem vive e trabalha no Sertão, a relação entre seca, mudanças climáticas e desertificação, iniciativas de recuperação de áreas degradadas e tecnologias e estratégias que podem contribuir para a conservação da Caatinga e a convivência com as condições do Semiárido.
O Núcleo de Desertificação de Cabrobó
Os primeiros levantamentos realizados na década de 1970 apontavam que o Núcleo de Desertificação de Cabrobó era formado por Cabrobó, Itacuruba, Belém de São Francisco e Floresta. Com o passar dos anos, a delimitação da área mudou.
O Plano Estadual de Combate à Desertificação de Pernambuco, de 2009, apresentou como núcleo central apenas Belém do São Francisco, Cabrobó e Floresta. Já em levantamento mais recente, realizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, foram incorporados Parnamirim, Carnaubeira da Penha e Salgueiro.
Considerando a delimitação ampliada divulgada em 2023, o núcleo passou a abranger sete municípios: Cabrobó, Belém do São Francisco, Itacuruba, Floresta, Carnaubeira da Penha, Salgueiro e Parnamirim.
O município de Cabrobó dá nome ao núcleo por ser a principal referência geográfica da área historicamente identificada nos estudos sobre degradação das terras na região.
O território está inserido no Semiárido pernambucano e reúne áreas onde a conservação da Caatinga, a disponibilidade de água, a produção rural e o uso do solo estão relacionados aos desafios ambientais enfrentados na região.
A desertificação está avançando?
Uma das principais perguntas para compreender a situação atual do núcleo é saber se o processo de degradação continua avançando. Segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), um levantamento preliminar realizado pelo Observatório da Caatinga aponta que o Núcleo de Cabrobó está estabilizado, indicando que não houve avanço do processo de desertificação.
Fonte: G1.

