Política

Eleições 2026 mantêm famílias tradicionais em grupos políticos de Pernambuco

Lyra, Campos/Arraes, Ferreira, Oliveira, Coelho, Gouveia e outros grupos familiares seguem com representantes eleitos para cargos estaduais e federais

As eleições de 4 de outubro mantiveram no cenário político de Pernambuco famílias que há décadas ocupam cargos eletivos e espaços de influência no estado. O resultado das urnas garantiu a permanência de sobrenomes tradicionais em diferentes níveis de poder, seja pela reeleição de políticos que já exerciam mandato, seja pela eleição de parentes para outros cargos.

Na disputa deste ano, Pernambuco elegeu governador, dois senadores, 25 deputados federais e 49 deputados estaduais. Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora no primeiro turno, com 2.805.438 votos, o equivalente a 53,27% dos votos válidos. Ela é filha do ex-governador João Lyra Neto, neta do ex-prefeito de Caruaru João Lyra Filho e sobrinha do ex-ministro da Justiça e ex-deputado federal Fernando Lyra.

No Legislativo, outros núcleos familiares também permaneceram representados e em alguns casos, mais de um integrante da mesma família foi eleito em 2026. Em outros, a eleição de um descendente garantiu a continuidade de uma trajetória política iniciada por pais ou avós.

Campos e Arraes

Um dos principais exemplos é o grupo formado pelas famílias Campos e Arraes. Pedro Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos e neto de Miguel Arraes, foi reeleito deputado federal e terminou a eleição como o candidato mais votado para a Câmara em Pernambuco, com 261.555 votos. Ele também é irmão de João Campos, que deixou a Prefeitura do Recife para disputar o Governo de Pernambuco e terminou a eleição em segundo lugar.

A família também estará representada no Senado e na Assembleia Legislativa. Marília Arraes (PDT), neta de Miguel Arraes, foi eleita senadora com 2.325.127 votos e Maria Arraes (PSB), sua irmã e também neta de Arraes, foi eleita deputada estadual com 75.888 votos.

O resultado mantém pessoas de diferentes gerações do grupo político iniciado por Miguel Arraes em cargos eletivos. Eduardo Campos, filho de Arraes, foi governador de Pernambuco e pai de João e Pedro Campos.

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