Política

PT reúne sindicatos, movimentos sociais e lideranças políticas da frente ampla de Petrolina em mobilização pela reeleição do presidente Lula

Encontro fortalece a frente ampla no município e define estratégias de mobilização nas ruas, nas redes sociais e nos canais digitais em defesa da democracia e dos direitos da população

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Petrolina reuniu, nesta quinta-feira (8), representantes dos movimentos sindical e social, lideranças políticas e integrantes de instituições de ensino para discutir estratégias de mobilização em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

O encontro reuniu representantes da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, além de lideranças de partidos de centro, centro-direita e de esquerda como PSD e Psol, que integram a frente ampla em defesa do projeto político liderado por Lula.

Participaram da reunião, lideranças de 10 sindicatos da cidade e região, o ex-prefeito de Petrolina, Julio Lóssio, representando o PSD; PSB, integrantes do PSOL, como Ivan Morais, Rosalvo Antônio e Isabel Macedo; representantes e integrantes do comando da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE); órgãos como Incra, além de lideranças políticas e representantes de mandatos, entre eles apoiadores do deputado federal eleito Jones Manoel (Psol) e da deputada estadual Rosa Amorim (PT), eleita deputada federal. Também esteve presente a candidata petista Cristina Costa, que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), representando o Sintepe Petrolina e a deputada federal eleita, Liana Cirne (PT).

Mobilização

O presidente do PT de Petrolina, Herlon Bezerra, destacou a importância da articulação entre os diferentes segmentos para ampliar a mobilização popular e fortalecer a campanha de Lula.

“A união de todos esses segmentos é um sinal importante de que a reeleição de Lula será construída com o povo, com a participação das forças democráticas e com a mobilização nas ruas e nas redes. Estamos unidos na defesa da democracia, dos direitos e de um Brasil que pertence a todos e todas. Precisamos impedir qualquer retrocesso democrático e fortalecer um projeto de país que respeite a população e garanta oportunidades para quem mais precisa”, afirmou.

Movimento sindical/direitos em risco

A defesa dos serviços públicos e dos direitos trabalhistas também esteve entre os principais temas do encontro. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina (Sindsemp), Walber Lins, alertou para os riscos que, em sua avaliação, as propostas de Flávio Bolsonaro (PL) e o bolsonarismo representam para os servidores públicos.

“Precisamos alertar a sociedade para os riscos de uma reforma administrativa que enfraqueça o serviço público, retire direitos e comprometa a autonomia dos servidores. O concurso público é uma conquista que garante acesso aos cargos com critérios de mérito e impessoalidade. Não podemos permitir que essas garantias sejam desmontadas nem que os direitos de quem serve à população sejam colocados em risco”, ressaltou.

Pedro Portugal, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sinticon), reconheceu a necessidade de ampliar o debate político junto à categoria e destacou a importância da mobilização sindical diante das ameaças aos direitos trabalhistas.

“Precisamos aproximar ainda mais os trabalhadores do debate político. Quando percebemos que existem projetos que ameaçam as garantias conquistadas pela classe trabalhadora, entendemos que não podemos ficar de braços cruzados. O movimento sindical precisa estar nas ruas, dialogando com a população e defendendo um projeto que valorize os trabalhadores. Lula representa um governo comprometido com o povo e com a proteção dos direitos trabalhistas”, declarou.

Também contribuíram com o debate Ednaldo Trovão, representante dos trabalhadores do transporte alternativo; Augusto Ribeiro, do Sindicato dos Bancários de Petrolina; representantes dos vigilantes, da construção civil de Juazeiro (BA) e de outras categorias. Bruna e Erivelton, ligados ao Sindserp-PE, e Francisco Pascoal (Chicou), do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Assalariados Rurais (STTAR Petrolina), também participaram da mobilização.

Maria Joelma, presidente do STTAR Petrolina, frisou. “Não iremos descansar até Lula ser declarado reeleito. A nossa categoria tem sido ao longo dos anos, protegida pelas políticas trabalhistas e sociais que os governos de Lula e Dilma implantaram. Como dirigente sindical, não irei descansar enquanto esse extrema-direita ameaçar nossa população e nossas trabalhadoras e trabalhadores. Lula e toda as pessoas que defendem justiça social e direitos protegidos, merecem nosso esforço”, cravou.

A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Cristina Costa, agradeceu a presença das lideranças sindicais, políticas e dos movimentos sociais e reforçou a necessidade de transformar a unidade do encontro em ações concretas de campanha.

“A presença de todos aqui demonstra que temos disposição para construir uma grande mobilização em defesa da democracia e da reeleição de Lula. Precisamos ocupar as ruas, conversar diretamente com as pessoas, fortalecer a divulgação de informações nas redes sociais e utilizar nossos canais digitais para combater a desinformação e ampliar o diálogo. No dia da votação, também é fundamental mobilizar e orientar as pessoas para que compareçam às urnas e exerçam seu direito ao voto. Cada voto importa nessa luta pelo futuro do Brasil”, afirmou.

Julio Lóssio anuncia dissidência do PSD/PE junto com Túlio Gadelha e o ministro André de Paula em apoio a Lula

Um dos destaques do encontro foi o anúncio de dissidência de lideranças do PSD/PE e de Petrolina em relação ao posicionamento eleitoral de parte da legenda no segundo turno. Falando em nome do grupo político do PSD em Petrolina, o ex-prefeito Julio Lóssio declarou apoio à reeleição de Lula, sinalizando a adesão local à frente ampla.

A movimentação ocorre em um cenário de divergências políticas após o primeiro turno, com lideranças de diferentes partidos anunciando posições distintas para a etapa final da disputa presidencial. Lóssio afirmou que a decisão de apoiar Lula está relacionada à defesa da democracia, à continuidade do desenvolvimento nacional e à preservação das políticas públicas voltadas à população.

“Não seria prudente caminhar com um projeto político diferente daquele que defendemos para o Brasil. O nosso adversário tem apresentado posicionamentos que colocam em risco a construção de um país livre, desenvolvido e justo. Estamos falando de uma escolha que vai muito além dos partidos: trata-se do futuro do Brasil e das condições de vida da população”, declarou.

O ex-prefeito também destacou que sua posição foi construída em diálogo com outras lideranças políticas da legenda, entre elas o deputado federal Túlio Gadêlha e o ministro da Agricultura, André de Paula, citados no contexto das articulações e dissidências em torno do segundo turno.

“O Brasil tem avançado, fortalecido sua economia e recuperado seu espaço no cenário internacional. É preciso garantir que esse caminho continue, com um governo que olhe para as pessoas, reduza desigualdades e promova oportunidades. Não podemos apoiar um projeto que represente retrocessos nos direitos e no desenvolvimento do país”, acrescentou Lóssio.

Mobilização continua

Ao final do encontro, as lideranças reforçaram o compromisso de ampliar o diálogo com trabalhadores, estudantes, movimentos populares e a sociedade em geral, levando a campanha para os bairros, comunidades e ambientes digitais.

*A articulação em Petrolina busca transformar a convergência entre partidos, sindicatos e movimentos sociais em uma mobilização capaz de ampliar os votos de Lula no segundo turno, tendo como eixos centrais a defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da continuidade das políticas públicas voltadas à população brasileira”, concluiu o professor Herlon, presidente do PT petrolinense.

Outras lideranças políticas da frente ampla na maior cidade do Sertão como o vereador Gilmar Santos (PT) , que disputou e conseguiu a segunda maior votação para a Alepe em Petrolina, estava em outras atividades da campanha de segundo turno de Lula no município, mas disse está irmanado a todas as propostas encaminhadas no encontro.

 

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