O prefeito de Petrolina Miguel Coelho (sem partido), que está bem avaliado e que tem como objetivo principal defender a reforma da previdência do governo Bolsonaro para atrair investimentos para Petrolina na área de calçamentos, pavimentações, construção de praças e quadras, poderá pagar um preço caro na eleição do próximo ano que terá dois turnos com 3 candidatos potenciais na oposição.
O que já é dito por alguns especialistas, baseia-se nos resultados das eleições do ano passado onde o grupo do prefeito só teve 22% dos válidos da cidade, fruto das consequências da reforma trabalhista que retirou direitos e fragilizou a classe trabalhadora com enfraquecimentos dos sindicatos e com a criação de poucos empregos temporários e pouquíssimos com carteira assinadas.
A cidade de Petrolina que tem a fruticultura como o seu maior PIB e que emprega cerca de 60 mil trabalhadores rurais, principal alvo da destruição da previdência pública, deverá rejeitar essa agenda no próximo ano, pois o gestor dificilmente conseguiria atrair essa classe para sua reeleição, o que foi demostrado também na eleição do ano passado onde o seu irmão, o deputado federa Fernando Filho, perdeu em toda área irrigada para o atual presidente do IPA Odacy Amorim(PT).
Outro grande problema da agenda do governo Bolsonaro é que os preços da gasolina e do gás de cozinha não param de subir, o que complica ainda mais a vida de seus aliados em Petrolina.



