Na semana passada, uma operação barulhenta da Polícia Federal estranheza no mundo político. Os alvos foram os principais membros políticos da família Coelho: o ex-senador da República, Fernando Bezerra Coelho, e o deputado federal, Fernando Bezerra Coelho Filho e o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho.
A operação aconteceu com um parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR). No Estado Democrático de Direito, o Ministério Público é o titular da ação penal e o guardião da lei; quando a própria PGR se manifesta textualmente pelo indeferimento dos pedidos da autoridade policial, ficam à mostra os contornos de fiscalização política pura.
Miguel Coelho é reconhecido como um dos gestores públicos mais sofisticados e eficientes da sua geração. O trabalho desenvolvido por ele em Petrolina levou a disputar o Governo de Pernambuco em 2022, com um grande desempenho nas urnas. Para o pleito atual, Miguel aparece na liderança pela disputa ao Senado Federal, segundo sondagens dos mais variados institutos.
A quem interessa sufocar uma pré-candidatura robusta como a de Miguel Coelho? Que forças políticas não querem ver o ex-prefeito disputar o Senado Federal, quando todas as fontes o colocam como um dos principais nomes para a carga? Lógico que a participação de Miguel no cenário eleitoral tem o poder de incomodar muita gente, ainda mais por sua postura independente, que não surge a reboque de nenhuma chapa executiva. Miguel poderia estar tanto na chapa de João Campos quanto na de Raquel Lyra, com a mesma desenvoltura e potencial. Orado eleito identifica o pré-candidato como um político de centro, realizador de obras e capaz de trabalhar com qualquer gestão. Um perfil raro de ser encontrado e que, certamente, amedronta outras candidaturas. Por isso, a pergunta que não quer calar em Pernambuco é: a quem interessa tirar Miguel Coelho do jogo em 2026?
Com informação: Fala PE
