Olhares bem surpresos e atentos ao avistarem os animais taxidermizados do Museu de Fauna da Caatinga são flagrados desde a segunda-feira (19), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília-DF, onde acontece a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) participa do evento no estande do Ministério da Integração Nacional juntamente ao Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA) e Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido (Inapas), também programas básicos ambientais do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Parte do acervo da ala de exposição do Museu de Fauna da Caatinga tem atraído o público visitante bem variado da SNCT. São muitas escolas e organizações, além de curiosos que vêm até o evento e ao chegarem ao estande do Ministério da Integração ficam impressionados com todo o material exposto, além de plantas típicas da caatinga, fotos do trabalho de arqueologia e paleontologia realizado pelo Inapas em São Raimundo Nonato-PI e também os animais taxidermizados pelo médico veterinário Fabricio Silva do Cemafauna Caatinga.
Educação ambiental
Para o diretor do Museu de Ciências Naturais do Zoológico de Brasília, Paulo Franco, o acervo apresentado é bastante representativo em relação ao bioma caatinga, que é praticamente esquecido e não muito valorizado pelas características de uma forma geral. “Nós temos que dar o devido valor à fauna e à flora desse local, principalmente no que diz respeito a preservação. Os animais são bem taxidermizados e bastante representativos e que trazem muito a curiosidade do público infantil. Trabalhar a educação ambiental é o foco principal para que essas novas gerações possam estar conscientizando as futuras gerações”, afirmou.
O orientador educacional, César de Melo, trouxe seus dois filhos para a SNCT e ao visitarem o estande do MI ficaram admirados. “Nós conhecemos mais o litoral e não o interior e muitas vezes esse conhecimento se dá pela televisão e no máximo pelo zoológico, e às vezes a gente conhece muito mais o que está lá fora do que o que existe no país. Não damos o devido valor a nossa fauna”, disse. César ainda ressaltou a importância de levar o acervo para além da região nordeste. “A criançada e eu também não tínhamos conhecimento do veado-catingueiro, de como esses animais sobrevivem na caatinga e tudo isso conseguimos compreender aqui. No livro é bacana, na internet também, mas o melhor é estar aqui e poder aprender de forma nada abstrata”, completou.
MI
Durante a tarde de ontem, 20, o diretor de Gestão Estratégica do DGE do Ministério da Integração Nacional, Laércio Roberto Lemos, esteve representando o ministro Gilberto Occhi em visita ao estande e conheceu um pouco mais sobre o trabalho desempenhado pelo Cemafauna nos trechos sob influência das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Na ocasião, ele recebeu da equipe um exemplar do livro ‘Caatinga Selvagem – O legado de um projeto de desenvolvimento para a conservação da fauna’.
Ascom/Cemafauna
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