Saúde Pública

Arma de fogo aumenta em 85% risco de morte em casos de violência doméstica, aponta estudo

Levantamento do Instituto Sou da Paz também indica que quase metade dos homicídios de mulheres no país envolve armas de fogo

A presença de uma arma de fogo em episódios de violência doméstica aumenta em 85% o risco de que a agressão termine em morte, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz divulgado neste domingo (8). O cálculo foi feito a partir da comparação entre mulheres feridas e mortas por diferentes tipos de armas.

De acordo com o estudo, 47% dos homicídios de mulheres registrados no Brasil em 2024 foram cometidos com arma de fogo, com base em dados do sistema de saúde analisados na pesquisa. Já um levantamento sobre feminicídios aponta que 48,7% dos casos ocorreram com arma branca, como facas ou objetos cortantes, enquanto 25,2% envolveram armas de fogo.

Em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. A diferença entre os percentuais dos estudos ocorre porque analisam universos distintos: o levantamento do Sou da Paz considera todos os homicídios de mulheres, enquanto o relatório sobre feminicídios utiliza boletins de ocorrência classificados especificamente como esse crime.

Especialistas também relacionam o debate ao aumento da circulação de armas no país nos últimos anos. Mudanças na política de armamento adotadas a partir de 2019 ampliaram o acesso de civis a armas e munições, especialmente entre caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). Embora as medidas tenham sido revogadas em 2023, cerca de 1,3 milhão de armas registradas nesse grupo continuam em circulação no Brasil.

Fonte: Metro1.

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