A Câmara de Petrolina-PE pretende criar uma comissão permanente para discutir a situação das crianças e adolescentes da cidade. Esse foi o principal encaminhamento tirado da audiência pública promovida nesta quarta-feira, 15, pelo vereador Edinaldo Lima (PMDB), líder do governo no poder legislativo municipal. O encontro debateu os direitos e a violência contra crianças e adolescentes em Petrolina e região.
“Essa comissão fará o papel de pensar políticas para a criança e o adolescente e servirá como um órgão de vigilância do órgãos que atuam na defesa dessas políticas voltadas para os menores em nossa cidade. Já estamos preparando a proposta para que seja dado entrada o mais rápido possível no plenário, com dispensa de parecer de outras comissões da Casa”, revelou Edinaldo que fez um avaliação positiva da participação dos interessados no debate.
“Foi um momento muito importante, muito especial. A população, a sociedade prestigiou e o juiz Marco Bacelar sugeriu que daqui a 30 dias, todos voltem a se reunir com propostas práticas. O relatório final da audiência será encaminhado para todos os órgãos representados, Prefeitura, governador do estado, Ministério Público. Estou animado com os resultados que construímos nesta discussão”, assinalou o autor da audiência púbica.
A audiência reuniu representantes de vários poderes na cidade como o juizado da infância e adolescência; as polícias militar e civil; os órgãos municipais e estaduais de proteção ao menor, conselho tutelar e familiares de crianças e jovens vítimas de atos violentos na cidade como os familiares do jovem Alisson, assassinado pelo vizinho por motivo fútil e os pais da pequena Beatriz Angélica Mota, que foi assassinada aos 7 anos de forma brutal durante uma festa no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde a menina estudava também,
Para Sandro Mota, pai de Beatriz, a esperança é que a polícia possa encontrar o autor do crime. Ele coloca em dúvida mais uma vez a postura da escola no caso ocorrido em 10 de dezembro, seis meses sem que se ache uma resposta do crime.
“Temos que continuar acreditando que esse crime será desvendado. E confirmamos o que que já temos dito sobre a falta de empenho da escola em querer ajudar nas investigações e a responsabilidade do colégio com um fato que abalou as nossas vidas e de toda a sociedade de nossa região”, assegurou Sandro que veio com a esposa Lucinha Mota que também se pronunciou na tribuna.
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