De acordo com órgão independente de monitoramento comercial, país terá recuo de 13,6 pontos percentuais, seguido pela China, diz FT. Reino Unido, UE e Japão estão entre os mais afetados
O Brasil será o principal beneficiado pelas novas tarifas globais de 15% impostas pelo presidente Donald Trump neste sábado (20). Segundo o Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas comerciais, o país terá, em média, uma redução de 13,6 pontos percentuais nas tarifas.
Aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, Japão e União Europeia, serão os principais prejudicados com a nova taxa — a análise completa foi reportada pelo jornal “Financial Times”.
Neste final de semana, Lula não quis comentar a decisão da Suprema Corte americana, que suspendeu a aplicação de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump.
Em alguns casos, como o Brasil, a mudança traz alívio a setores que ainda eram taxados em 50%.
A China, principal rival dos americanos, será o segundo país mais beneficiados após Trump reagir à decisão de sexta (19) da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegal o mecanismo usado por ele para aplicar tarifas sobre produtos de parceiros no ano passado.
O gigante asiático terá redução de 7,1 pontos percentuais nas taxas.
O maior perdedor com a nova taxa fixa global é o Reino Unido, que terá um aumento de 2,1 pontos percentuais em sua taxa média de tarifa — anteriormente os britânicos tinham negociado uma taxa de 10%.
A UE, que fechou uma tarifa de 15% em seu acordo comercial com Washington, terá um aumento geral de 0,8 ponto percentual, com a Itália e a França mais expostas.
A Câmara Britânica de Comércio afirmou que 40.000 empresas britânicas que exportam produtos para os EUA serão afetadas pelas novas taxas e pediu para o governo britânico entrar em diálogo com os americanos.
Já o chefe de comércio do Parlamento Europeu irá propor o congelamento do processo de ratificação do acordo comercial da União Europeia com os Estados Unidos até que recebam detalhes do governo do presidente Donald Trump sobre sua política comercial.
Em abril de 2025, Trump havia anunciado as chamadas tarifas recíprocas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).
Isso incluiu uma tarifa global de 10% sobre importações de parceiros e taxas adicionais a certos países. O que a Suprema Corte derrubou na sexta-feira foi justamente o uso dessa lei para embasar a aplicação das tarifas.
Fonte: FolhaPE.

