O tempo ficou quente hoje (2 de abril) na Câmara de Petrolina. Vereadores da oposição se retiraram do plenário numa tentativa de trancar a pauta da Casa Plínio Amorim alegando solidariedade aos servidores municipais que ainda não dispõem de uma proposta de reajuste por parte do Poder Executivo, no entanto a estratégia desta vez deu errada. Dez vereadores permaneceram no plenário, dando condições para a continuidade das discussões e votação dos projetos em pauta.
Enquanto a oposição estava fora do plenário, os parlamentares que ficaram aprovaram por 10 x 0 dois projetos de autoria do Poder Executivo. O primeiro cria o Fundo Municipal de Investimentos em Infraestrutura Urbana, Educação, Saúde, Meio Ambiente, Sustentabilidade, Segurança e Desenvolvimento Social. O instrumento foi criado para receber os recursos do pacote de bondades anunciado mês passado pelo governador Eduardo Campos complementando as receitas que os municípios recebem para investimentos.
O outro texto, também com aprovação por 10 x 0 define regras para a utilização dos recursos dos royalties do petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos sob o regime de concessão do município. O valor será destinado a melhorias na educação infantil e fundamental em Petrolina assim que for repassado pela União.
Já com a oposição de volta, a Câmara aprovou por 14 x 4 o projeto de lei de autoria da Mesa Diretora que revisa os valores dos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais de Petrolina. O aumento havia sido aprovado em 25 de fevereiro, mas o prefeito Julio Lóssio (PMDB) solicitou redução nos valores.
Lóssio, por exemplo, terá um salário de R$ 17 mil e 500, reduzido para R$ 15 mil segundo a matéria aprovada nesta terça. O vice Guilherme Coelho passa de R$ 14 mil para R$ 12 mil e os secretários municipais de R$ 11 mil para R$ 8 mil.
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