Após alcançar o comando do PSL em Petrolina, o Coronel Heitor Leite assinou em Brasília sua carta de desfiliação da legenda. O motivo, segundo o próprio relatou à reportagem do Nossa Voz, foi o objetivo de ajudar a construir o novo partido fundado pelo presidente da república Jair Bolsonaro, Aliança pelo Brasil. Leite inclusive participou do ato de lançamento em Brasília.
“Eu entrei no PSL a convite do grupo ligado ao projeto do presidente Jair Messias Bolsonaro. Com essa divisão ou essa separação, eu acompanho o grupo do presidente Bolsonaro, portanto me desfilio do PSL para acompanhar esse grupo em direção ao novo partido, Aliança pelo Brasil”, destacou.
Correndo contra o tempo na coleta de assinaturas para validar a participação da Aliança nas eleições do próximo ano, Coronel Leite comentou a expectativa sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre aceitar ou não a assinatura eletrônica, o que facilitaria o processo. “Estamos com a expectativa do julgamento do TSE nesse aspecto. Eu pessoalmente acredito que essa é a melhor opção. Temos eleição com urna eletrônica, a filiação também poderia ser eletrônica, inclusive com dispositivos de tecnologias mais fáceis de detectar possíveis irregularidades. Mais fácil que ficar conferindo papel com assinaturas, uma por uma. Mas caso, o TSE não aprove esse mecanismo, nós faremos a coleta a base do papel e da caneta, com esforço para isso, mas não tenho dúvida de que alcançaremos o número necessários de filiados”.
Mesmo com o impasse sobre o formato da coleta e a declaração do próprio Bolsonaro da inviabilidade de habilitar o partido para 2020 sem as assinaturas eletrônicas, Leite assegura que isso não impedirá a consolidação da legenda. “Estou otimista em relação a isso. A vontade é muito grande de cidadãos e cidadãs de se filiarem . A procura é muito grande, aguardando a definição do modelo a ser implementado para a gente implementar essa filiação. E a minha prioridade é como um soldado do partido trabalhar para essa filiação”.
Questionado de dentro do novo partido estaria planejando ingressar na disputa pela prefeitura municipal, o coronel do exercito despista. “Isso tudo depende da conjuntura e do momento que estaremos vivendo. Para isso, a prioridade nossa é a filiação de cidadãos e cidadãs para nosso partido e depois disso é que vai se verificar qual a diretriz que vamos receber. (…) O interesse de participar da vida pública sempre existe mas é preciso sopesar no momento certo se vai ou se não vai acontecer”. (Nossa Voz)


