Entenda o motivo deste profissional ser essencial para a análise de materiais em investigações forenses
A resolução de um crime está diretamente ligada à qualidade da investigação. Em muitos casos, são os detalhes quase imperceptíveis, como uma gota de sangue ou um fio de cabelo, que esclarecem os fatos e revelam a verdade. Neste contexto, a atuação da Biomedicina na perícia criminal tem ganhado destaque, especialmente frente ao avanço das tecnologias científicas aplicadas neste processo.
De acordo com Aida Brandão, coordenadora do curso de Biomedicina da UNINASSAU Petrolina, essa área oferece suporte científico para diferentes etapas da investigação, garantindo que os vestígios sejam corretamente interpretados. “Por meio de análises técnica e científica de vestígios biológicos e químicos, o biomédico pode transformar simples evidências em provas judiciais. E o campo de atuação é amplo, envolvendo toxicologia, pesquisa científica, meio ambiente e entomologia. Ou seja, o profissional é capaz de acompanhar desde a coleta dos mais diversos elementos, ainda na cena do crime, até a análise desse material, em laboratório”, esclarece.
A atuação do profissional dentro da perícia criminal se dá em diversas funções, utilizando-se de diferentes técnicas e instrumentos laboratoriais. “Dentre elas, podemos citar a cromatografia, usada na identificação de substâncias químicas, como drogas; o teste com luminol, capaz de detectar vestígios de sangue ocultos; e um dos métodos mais avançados atualmente, o Sequenciamento de Nova Geração (NGS), que oferece alta sensibilidade, análise simultânea de múltiplos marcadores e até possibilidades de fenotipagem forense e genealogia genética”, afirma a coordenadora.
Na área de genética, uma das principais funções do biomédico é a participação na coleta e análise de DNA. “Qualquer fluido ou tecido corporal pode conter DNA e ser utilizado como evidência, mesmo em pequenas quantidades, caso de sangue, sêmen, saliva, pelos, suor, urina, entre outros. A partir dessas amostras, há a possibilidade de o profissional realizar exames genéticos com bastante precisão. Por exemplo, a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) permite a amplificação do DNA e da Eletroforese, responsável pela separação de fragmentos genéticos”, pontua Aida.
Para atuar na área forense, a professora reforça que a qualificação contínua é um diferencial importante. “A especialização e o estudo constante são fundamentais para acompanhar a evolução das técnicas e garantir uma atuação precisa e ética dentro da perícia criminal”, reforça Aida Brandão.
III Congresso Multidisciplinar Nacional de Saúde de Petrolina
Essa temática, inclusive, é abordada no III Congresso Nacional de Saúde da UNINASSAU Petrolina, que traz como tema “Saúde em Transformação: Olhares Multidisciplinares para o Futuro”. Ele acontece de 16 a 18 de abril, no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), localizado em Juazeiro.
A iniciativa reforça a importância da multidisciplinaridade na formação profissional e da atualização constante, acompanhando as transformações científicas que impactam diretamente a sociedade. Os interessados em participar podem realizar a inscrição pelo link https://vendyno.goexplosion.com/checkout/iii-congresso-multidisciplinar-em-saude-do-vale-do-sao-francisco.



