Ricardo Banana

Dia Mundial da Alergia: UPAE e HDM esclarecem o que você precisa saber

O Dia Mundial da Alergia (08 de julho) tem como objetivo promover a conscientização e o alerta para uma das doenças mais frequentes do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, hoje, o Hospital Dom Malan e a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina, geridos pela Fundação Professor Martiniano Fernandes/IMIP, lembram a importância da identificação e do cuidado adequado das alergias, esclarecendo à população os principais pontos relacionados ao tema.

“Primeiro é preciso entender que uma alergia corresponde a uma resposta imune aumentada do organismo a alguma substância, que na maioria das pessoas não causa reação alguma. Os motivos que induzem as reações alérgicas ainda não são totalmente esclarecidos e as alergias têm aumentando bastante, especialmente a alimentar. São várias teorias, incluindo os hábitos cada vez mais urbanos e o pouco contato com animais, por exemplo. O consumo de alimentos industrializados e com vários produtos químicos também são levantados como hipótese pelos pesquisadores”, ressalta a Coordenadora Médica da UPAE, Bruna Spíndola.

As causas podem ser de origens diversas. Por isso, é preciso conhecer cada uma delas e os tratamentos disponíveis:

1 – AS RESPIRATÓRIAS podem ser causadas por diversos fatores, como ácaros, pêlos de animais de estimação, fungos presentes no mofo e até pólen das flores. Os principais cuidados envolvem estratégias de controle do ambiente para minimizar os impactos.

2 – ALIMENTARES são causadas por alimentos como leite de vaca, ovo, trigo, soja, amendoim, camarão e outros frutos do mar, além de nozes e castanhas, devido a algumas proteínas presentes nesses alimentos, como a albumina, no ovo, ou o glúten nos cereais. Excluir o que provoca a reação é uma das formas de prevenir e tratar.

3 – A INSETOS – são causadas por abelhas, vespas, marimbondos e formigas, que podem liberar substâncias que levam a resposta exacerbada do organismo.

4 – A MEDICAMENTOS como antiinflamatórios, analgésicos (aspirina, dipirona, ibuprofeno, diclofenaco) e antibióticos (principalmente penicilinas) também são relativamente comuns. Identificados os grupos de medicamentos, o paciente não deve mais usá-los.

5 – A VACINAS. Qualquer vacina pode desencadear reações alérgicas, no entanto, os casos são raros. A raridade das reações é tão grande que não constitui em uma contraindicação para a vacinação em massa da população. O indicado é que o paciente com histórico de alergia permaneça no local da aplicação durante, no mínimo, 30 minutos.

6 – ALERGIAS DA PELE. Em geral, todas as alergias podem manifestar sintomas na pele como urticária, inchaço e vermelhidão. No entanto, as cutâneas também compõem um grupo específico dessas reações.

A prevenção inclui a adoção de hábitos saudáveis desde a infância, como a amamentação com leite materno pelos bebês, além de alimentação balanceada, atividades físicas e contato com a natureza ao longo da vida. Normalmente, a descoberta acontece após um primeiro evento de reação alérgica. “A recomendação é que diante da primeira crise se procure atendimento médico para que sejam investigadas as causas”, reforça a Diretora de Atenção à Saúde do HDM, Tatiana Cerqueira.

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