Ricardo Banana

Escola de Santa Catarina funciona com energia renovável

imagemA escola de educação básica Robert Schütz, na zona rural de Rancho Queimado, em Santa Catarina, se tornou palco para um projeto piloto de energia renovável em instituições de ensino.

Desde novembro passado, parte da energia utilizada na escola é gerada por 27 placas fotovoltaicas instaladas no teto do prédio da instituição. A energia produzida é suficiente para iluminar quatro salas de aula e uma biblioteca. A escola possui 96 alunos do ensino fundamental (1º ao 8º ano) e ainda abriga mais 22 alunos da rede municipal.

A iniciativa é o lado prático de uma pesquisa desenvolvida pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), que faz parte de um projeto financiado pela União Europeia que procura estimular o uso de energia renovável na América Latina. O piloto na escola é uma exigência do projeto, que pede soluções práticas da pesquisa realizada.

O coordenador do projeto REGSA (Consórcio de Geração Elétrica através de Fontes Renováveis na América do Sul, na sigla em inglês), Baltazar Guerra, diz que um dos objetivo da experiência é mostrar a viabilidade de levar eletricidade para populações isoladas e aumentar a qualidade de vida dessas comunidades –e por isso a escolha acabou recaindo sobre escola de uma área rural.

“Escolhemos uma escola estadual onde poderíamos contribuir para o bem-estar dos alunos”, afirma Guerra.

Além da geração de energia, a ação incluiu a melhoria da eficiência energética. Através de soluções simples, como a pintura das paredes e do teto –que antes eram cinzas– e troca e melhor distribuição das luminárias. A mudança foi suficiente para que algumas crianças, ao voltar das férias, não reconhecessem a sala, diz Guerra. “Houve uma melhora do conforto visual em mais de 200%”.

imagem1A diretora da escola, Cristiane Hamm, diz que a instalação das placas despertou curiosidade nos alunos. “As crianças notaram que as salas estavam mais claras e isso suscitou um debate.” Os professores foram orientados a tratar o tema dentro do conteúdo das aulas.

Por ser um modelo piloto, a proposta é que ele possa ser replicado em outras escolas. ”É um modelo autônomo de geração viável.”

Também fazem parte do projeto REGSA a Universidade Católica da Bolívia San Pablo, que desenvolveu uma microhidrelétrica, e a Universidade do Chile, que criou um protótipo de carro movido a energia solar para ser utilizado por produtores agrícolas do deserto do Atacama. “Os projetos eram técnicos, mas acabaram trazendo impacto nas comunidades”, ressalta Guerra.

O projeto deve continuar neste ano com a instalação de aquecimento solar por uma placa termossolar. Em maio, a experiência e os resultados da pesquisa serão apresentados em um conferência internacional com presença de 15 países, a ser realizado em Santa Catarina. (Rede Sustentabilidade

Blog do Banana)

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