Rodada liderada por Scott Bessent e He Lifeng foca em tarifas, exportações de alta tecnologia e fluxo de minerais estratégicos
As principais autoridades econômicas dos Estados Unidos e da China iniciaram neste domingo (15) uma nova rodada de negociações em Paris, com o objetivo de ajustar pontos da trégua comercial e preparar o terreno para o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, previsto para o final de março.
As discussões, lideradas pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, devem abordar mudanças nas tarifas dos EUA, o fluxo de minerais de terras raras e ímãs chineses para compradores americanos, controles de exportação de alta tecnologia e a compra de produtos agrícolas dos EUA pela China.
A rodada começou na sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em Paris e deve se estender até segunda-feira. Embora a China não seja membro do grupo de 38 democracias ricas e se considere país em desenvolvimento, o diálogo busca garantir estabilidade nas relações comerciais entre os dois países.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, destacou que o objetivo norte-americano é assegurar o fornecimento contínuo de terras raras essenciais à indústria, manter a demanda chinesa por produtos dos EUA e criar condições para que os líderes possam se reunir e acompanhar o relacionamento bilateral.
As conversas com Greer e o negociador chinês Li Chenggang seguem uma série de reuniões realizadas no ano passado em cidades europeias, que buscaram aliviar tensões comerciais que chegaram a ameaçar o comércio entre as duas maiores economias do mundo.
Analistas ressaltam, no entanto, que as perspectivas de avanços significativos são limitadas, considerando o curto tempo de preparação e a atenção de Washington voltada para a guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Para Scott Kennedy, especialista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o objetivo mínimo é garantir que o encontro evite uma ruptura e contenha o recrudescimento das tensões comerciais.
Fonte: Metro1.

