Denúncia

Família responsabiliza hospital boavistano por morte de servidor público

A morte do funcionário público municipal, José Coelho da Silva Filho, conhecido como Nego Cuxinha, 41 anos, ainda revolta seus familiares e amigos na cidade de Santa Maria da Boa Vista. Segundo informações colhidas pela reportagem da Rádio Boa Vista FM, ele teria dado entrada no Hospital Municipal Monsenhor Ângelo Sampaio na tarde da ultima segunda-feira com forte cansaço. Após atendimento ele foi liberado, mas no dia seguinte com o agravamento do quadro retornou a unidade de saúde. A família optou pela transferência em um veículo particular para o Hospital de Urgências e Traumas de Petrolina com o acompanhamento de uma técnica de enfermagem e um balão de oxigênio cedido pelo hospital local.

 Segundo o relato do primo de Nego Cuxinha, Raimundo Nonato Medrado (Bulgarim), tudo transcorria normalmente. A pedido da profissional de saúde houve uma parada no hospital de Lagoa Grande onde o paciente recebeu um breve atendimento. Ao seguir viagem foi constatado na altura da Serra da Santa que o equipamento não fornecia mais oxigênio ao paciente. Chegando ao Hospital de Traumas, José faleceu. “Se o oxigênio não secasse, ele tinha chegado lá. Estava com olhos abertos, andando normal”, relatou responsabilizando o Hospital Monsenhor Ângelo Sampaio.

 O ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista, Leandro Duarte, partilha da mesma opinião. “Poderia ter sido removido há mais tempo para Petrolina. Não tinha quem autorizasse a ambulância e como resultado a família que via morrendo à míngua, via que ele precisava ser trazido para Petrolina. O tiro de misericórdia foi o oxigênio que acabou e isso é lamentável”.

 O médico boavistano Valter Medrado, que é primo de Nego Cuxinha, explicou que todos os procedimentos adotados na unidade de saúde local estavam corretos. “Ele teve o atendimento adequado. Chegou com uma arritmia, que é uma situação onde o coração dispara muito. O cuidado com ele nunca foi negligenciado, ele já saiu do consultório em cadeira de rodas. A gente sabia da gravidade dele e comunicou para os parentes a gravidade. Os cuidados que ele precisava, a gente tinha condição de dar aqui em caso de uma complicação e transmitimos isso a família”, garantiu.

O diretor médico do Hospital Municipal Monsenhor Ângelo Sampaio, Nelson Eduardo, revela que a decisão de transferir o paciente para Petrolina partiu da família, que assinou um termo se responsabilizando pela retirada de Nego Cuxinha do local. “Isso exclui totalmente a responsabilidade pós-retirada do paciente do hospital e emprestei o cilindro, emprestei à técnica de enfermagem para fazer o acompanhamento. Ele tem 150 libras e sua autonomia é de duas horas no uso extremo e duas horas e meia no modo normalizado. Esse período é suficiente para chegar em Petrolina e até mesmo voltar, dependendo do seu uso”.

 Sobre as declarações do ex-prefeito Leandro Duarte relativa a liberação de uma ambulância para deslocamento do paciente, Nelson justifica. “A ambulância é a extensão do hospital móvel. A partir do momento que a família retirou o paciente sem o consentimento do médico, eu jamais poderia autorizar essa extensão do hospital móvel para que fizesse a remoção sem a autoriza

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