O ministro Luís Roberto Barroso vem envergonhado o Supremo Tribunal Federal (STF) com decisões políticas e açodadas. Um exemplo foi na ocasião quando impediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputasse as eleições de 2018, pois, mesmo preso, Lula tinha os seus direitos políticos garantidos e liderava todas as pesquisas de intenção de votos, com reais chances de vencer as eleições no primeiro turno. Na época, o ministro não cumpriu e ignorou o tratado da ONU, que pedia a garantia dos direitos de Lula na disputa das eleições.
Nessa semana que passou, Barroso, achando-se o dono da lei, deu uma “porrada” em mais um processo legal, onde sua decisão tosca e asquerosa permitiu a investigação e as buscas nos gabinetes do senador e líder do governo Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho (MDB), e de seu filho, o deputado federal Fernando Filho (DEM). A PGR já tinha negado a realização do procedimento.
Sabemos que todo o povo petrolinense é a favor das investigações contra a corrupção, porém a Polícia Federal está sendo utilizada com interesses políticos para desconstruir a boa condição de articulação que o senador vem tendo para aprovar as pautas de interesses do Governo Federal. Mesmo tendo divergências políticas, não se pode concordar com esse tipo de atitude, já que as investigações da operação foram resumida ao ano eleitoral de 2012, e não relacionadas aos mandatos dos parlamentares petrolinenses. O senador teve um ato de grandeza ao colocar o cargo a disposição de líder do governo para não comprometer a agenda de votações do governo federal.


