Política

Gilmar: é preciso dizer não à mídia opressiva

O ministro Gilmar Mendes faz nesta tarde um duro discurso crítico à mídia no Supremo Tribunal Federal, durante julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula. Ao contrário do relator do recurso, ministro Luiz Edson Fachin, Gilmar defende que a decisão sobre o HC vire jurisprudência sobre as prisões em segunda instância.

O centro de sua argumentação é a de que o Supremo decidiu, em 2016, que a prisão em segunda instância era “possível” e não automática. Ele explicou a diferença ao ressaltar para que não se diga que ele mudou de ideia em relação ao seu voto daquele ano.

“Já estou aqui há 15 anos e já vi quase de tudo… nunca vi uma mídia tão opressiva como a que tem se visto nesses anos. Uma mídia até de certa forma chantagista”, disse. O ministro cita a Folha de S.Paulo e diz que o Jornal Nacional tentou mostrar que ele é incoerente por mudar seu voto, mas explica que não há incoerência.

Gilmar criticou ainda o “ambiente de intolerância” e “ataques fascistóides”. (247)

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