O prefeito Julio Lóssio entregou na noite desta segunda-feira, dia 14, a Medalha de Honra ao Mérito Senador Nilo Coelho ao comandante Eduardo Verly, piloto da empresa de aviação aérea Avianca. Verly foi condecorado com a principal honraria do município devido a sua competência em conduzir sem dano nenhum os passageiros do voo que no dia 28 de março saiu de Petrolina com destino à Brasília e que ao chegar na capital federal o trem de pouso dianteiro não funcionou.
Com muita tranquilidade, Eduardo conduziu o voo até o final, fez um pouso complicado, mas com todos os 49 passageiros e tripulantes, bem, evitando uma tragédia numa viagem cheia de moradores de Petrolina. Eduardo Verly disse em entrevista coletiva antes de ser condecorado que nunca imaginaria tamanha repercussão do fato e em ser homenageado por fazer o que teria que ser feito.
“Não sei nem lidar com isso até agora. Sou uma pessoal normal e ainda não me acostumei com essa repercussão, com essa exposição. Na nossa carreira temos muitos treinamentos. É uma rotina. A profissão exige um investimento alto. Não é barata a preparação de piloto e o foco nosso diário é a prevenção. As empresas investem pesado, porque isso não é gasto, não é investimento, é diminuir custo, porque um acidente causa muito mais prejuízo”, disse Eduardo.
O comandante lembrou que as condições do tempo também colaboraram para que tudo fosse resolvido sem maiores danos. “Não estava chovendo, não tinha nuvem e além do mais sou uma pessoa de fé. Sou católico não praticante, mas converso com Ele (Deus) todos os dias. Acho que os astros naquele dia estavam todos do meu lado”, brincou o comandante.
O prefeito Julio Lóssio falou do reconhecimento e dos reconhecimentos já feitos na cidade e o comandante como todo grande homem é muito modesto. “Ser herói é fazer as coisas possíveis e muito bem feitas e isso o comandante Eduardo Verly fez ao conduzir aquele avião. Essa homenagem, é primeiro pela forma como ele se comportou diante dos passageiros e não é fácil fazer o que ele fez dentro de um avião. Ele pensou sempre nas pessoas que estavam dentro da aeronave é lá estavam petrolinenses, muitos”, argumentou Lóssio.
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