Homenagem

Homenagem aos poetas do Beco da Cultura em Petrolina, PE

imagemAUTOR : Marcelo Damasceno

 

ERAM AS PAREDES EMPRESTADAS

PARA OS LOCATÁRIOS, O CONTRATO COM VALIA

DESDE QUE FOSSE A RIMA INCONTIDA

 

À CRASE DE ANTONIO PADILHA

ACOMPANHADA DE PEDRO E LINA

DESDE QUE FOSSE A LETRA METÁLICA A SUBLINHAR O JEITO

DE RAULINO CORTEJAR A RUA QUE ERA SUA, QUE ERA SAMPAIO.

 

ERAM PAREDES EMPRESTADAS AO SABOR DE TANTOS

TANTOS NAMOROS ENLUARADOS

TANTOS BOÊMIOS IMPRESSOS NO SOL SEM BECO

EU VI, EUVALDO ARAGÃO

 

ERAM AS PAREDES DE JOSÉ GERALDO

E SEU CRUCIFIXO DA PAIXÃO

ERA O PRÓPRIO VIRGÍLIO SIQUEIRA

NA RETINA VERDE

A TESTEMUNHA A SECA E MOLHADOS EM GERAL

EM GERALDO AZEVEDO

 

A MESA DE OLIVÁ APOLINÁRIO, SEM TOALHA

ENTRE UM CARD´PIO E OUTRO DE LÊNIO FERRAZ

E A DECLAMAÇÃO SEM MOLDURAS POR MANUKA, COM ALMA

ALMEIDA

QUE VIU CARLOS LAERTE SOB A SONORIDADE DO RIO SÃO FRANCISCO

 

QUE ORNAMENTA AINDA O PÁSSARO DE FOGO AOS RASCUNHOS DE JOTA D’ÀVILA

COMO ELE PRÓPRIO, COMO CELESTINO DALÍ, DESVAIRADO

POETA SEM PONTEIRA

E SEM PIÃO

PARA A PARTITURA DE MACIEL MELO

É MUITO MELO A CANTAR POR AI, MARCONE, MAVIAEL

 

ATÉ AGORA O QUE SE CONTA

É A LUZ DE MARTA

E OS CAMINHOS DE ELZA, DE CREUSA

 

O BECO ESTÁ REGISTRADO NO CARTÓRIO DE CID CARVALHO

QUE SOUBE BEM DOS SONETOS

E CONTINUA O BECO ADESIVADO NO PRELO COM PHAROL

COM JOÃOZINHO FERREIRA GOMES

 

O BECO DE PETROLINA SOBREVIVE FILARMÔNICO

CONTINUA SIMÃO

CONTINUA DURANDO

 

A DESIDERATA ARRANCADA PELA DIALÉTICA

QUE FEZ A CUCA, E,

FAZ LIVREIROS AINDA, FAZ JOAQUINS, E MAURÍCIOS

NO SEBO INSONE DO BECO DA CULTURA.

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