Instituições promovem evento no Dia Nacional da Conservação do Solo

Por Ricardo Banana
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A importância da adoção de práticas de manejo, políticas públicas e novas tecnologias serão temas do debate sobre a preservação do solo de forma sustentável

O solo está na essência da agricultura e é um recurso indispensável para a manutenção da vida no planeta. Em 15 de abril, dia em que se celebram os esforços para a sua conservação, a Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Corteva Agriscience e a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) promovem o evento “Os Desafios da Qualidade do Solo”, uma reflexão sobre a importância de realizar ações para preservar o solo e contribuir para o aumento da produção de alimentos com sustentabilidade.

O evento, que será aberto ao público e realizado de forma híbrida, é destinado a pesquisadores, técnicos, produtores rurais e outros profissionais do setor. A programação terá início às 9h, com uma breve abertura dos realizadores e, na sequência, ocorre o debate principal. Para participar do evento, não é preciso inscrição prévia; basta clicar neste link.

Tim Thoden, Líder Global de Nematóides da Corteva Agriscience, abordará a “Diversidade e interações biológicas no solo”. Pedro Luiz de Frei-tas, pesquisador da Embrapa Solos, trará o tema “Tecnologias baseadas em práticas conservacionistas para conservação do solo e controle da erosão”. Já Lúcia dos Anjos, presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, falará sobre “As contribuições históricas da ciência do solo para a produção agrope-cuária brasileira”.

E, por fim, um produtor rural comentará sobre as vantagens de um solo saudável para uma agropecuária sustentável e produtiva. No fe-chamento do evento, Mariane Crespolini, do Departamento de Produção Sus-tentável e Irrigação – DEPROS, do MAPA, fará uma apresentação com o tema “Tecnologia: uma agenda para a Conservação do Solo”.
Os caminhos para a conservação do solo

“A conservação do solo representa o conjunto de princípios e práticas agrícolas destinadas a melhorar e preservar a capacidade produtiva do solo, mantendo a sua qualidade física, química e biológica”, diz Pedro Freitas. Importante com-ponente dos ecossistemas, o solo integra o ciclo de produção de água e é a base dos biomas e de quase toda a produção de alimentos do planeta. Mesmo com tantas funções vitais para a sobrevivência humana, os solos sofrem um constante processo de degradação.

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultu-ra (FAO/ONU) apontam que a erosão está entre os principais fatores de degra-dação dos solos. A erosão é o processo de perda de solo causada pelo efeito da chuva e do vento, podendo ser agravada em solos agrícolas mal manejados e em pastagens degradadas. A inadequada cobertura vegetal e o baixo enrai-zamento nessas áreas, acabam contribuindo para o agravamento da erosão.

A boa notícia é que os esforços empreendidos nos últimos anos, associados ao crescente interesse das instituições de pesquisa e à conscientização dos produtores e de todos os envolvidos nas cadeias de produção agropecuárias têm gerado avanços na conservação dos solos.

No segundo semestre de 2020 (de julho a dezembro), a área de pastagens re-cuperadas atingiu a marca de mais de 372 mil hectares, o que corresponde a um crescimento de 98% da área em comparação ao mesmo período de 2019. O investimento, considerando somente a tecnologia de recuperação de pasta-gem, foi superior a R$ 876 milhões, 35% maior que o registrado anteriormente. O Plano ABC – responsável por fomentar tecnologias sustentáveis na pecuária para reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa – já investiu quase R$ 2 bi-lhões apenas nesse semestre, somando-se todas as 10 linhas de financia-mento.

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