Previsão do Banco do Nordeste é aplicar R$ 220 milhões em atividades agroecológicas no estado em 2026.
O Banco do Nordeste (BNB) aplicou, em Pernambuco, cerca de R$ 85 milhões em operações para agricultores familiares que atuam em atividades produtivas de base agroecológica, em 2025. O montante foi financiado com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e distribuído em mais de 9.200 operações.Na comparação com 2024, o volume de crédito cresceu 94% e o número de operações subiu 135%. Os produtores acessam linhas como Pronaf Floresta, Sistema Agroflorestal e Sistema Produtivo Agroecológico ou Orgânico. A principal ferramenta de crédito utilizada foi o Agroamigo, o programa de microfinança rural do BNB.Segundo o superintendente do Banco no estado, Hugo Luiz de Queiroz, as práticas agroecológicas financiadas pelo Banco vêm crescendo nos últimos anos. No exercício anterior havia apresentado alta de 94% no número de operações e de 126% no volume financiado.
Para Hugo Queiroz, os produtores estão percebendo as vantagens em adotar métodos agrícolas sustentáveis, integrando princípios ecológicos, sociais e econômicos para produzir alimentos sem agrotóxicos ou fertilizantes sintéticos.
Para 2026, a expectativa é que sejam contratados ainda mais recursos em Pernambuco pela linha Agroecologia Agroamigo. O Banco do Nordeste prevê a celebração de quase 11 mil financiamentos que devem mobilizar R$ 220 milhões.
Para toda área de atuação do Banco, que engloba estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo, a previsão é que sejam contratadas cerca de 97 mil operações com desembolso de R$ 1,8 bilhão. Esses números superam os realizados em 2025, quando foram firmados 124 mil contratos (290% a mais que em 2024) no valor total de R$ 1,6 bilhão (335% a mais que em 2024).
Pronaf Agroecologia
O Pronaf Agroecologia é um crédito de investimento para sistemas de base agroecológica ou orgânica. A linha contempla inclusive gastos relativos à implantação e manutenção do empreendimento, além de pagamentos de serviços destinados à conversão da produção e certificação.
Cada mutuário pode contratar até R$ 450 mil por ano agrícola, em operações destinadas às atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura. Para os demais empreendimentos e finalidades, o valor máximo por mutuário é de R$ 250 mil a cada ano agrícola.
Fonte: FolhaPE


