O líder do Governo na Câmara de Petrolina, Dr. Pérsio Antunes , abordou o assunto que foi recentemente levantado pela mídia local de que a prefeitura teria feito uma apropriação indébita das contribuições previdenciárias dos funcionários públicos.
De acordo com o líder, os vereadores da Casa Plínio Amorim aprovaram com ressalvas da gestão passada um débito de R$ 19 milhões do Instituto de Gestão Previdenciária do Município de Petrolina (Igeprev) e agora estão questionando o valor de R$ 1 milhão que a Secretaria Municipal de Saúde está em débito com o Instituto. “Eles se esquecem de dizer do rombo que eles deixaram no montante de R$ 19 milhões”.
O vereador disse que “a atual administração pública pegou o Igeprev com R$ 21milhões em caixa e em apenas três anos de gestão colocou o montante de R$ 70 milhões nos cofres”. “É o dinheiro público sendo aplicado para o povo”, argumentou acrescentando que a arrecadação vem sendo investida na Junta Médica, na construção da sede do Igeprev, com a capacitação de funcionários, entre outras ações.
Dr. Pérsio também admite existirem problemas com as contas da Secretaria de Saúde, e que o setor sempre precisou de um desafio ainda maior para administrá-lo, mas avisou. “A SMS sempre teve déficit, mas o prefeito não vai deixar para outros futuros prefeitos pagarem essa conta”, ressalva.
Quanto à informação de que estaria sendo cobrada no vencimento dos servidores uma taxa irregular de 11%, descontado do contracheque dos trabalhadores, e que este valor não estava sendo repassado para a previdência como deveria ter sido feito, nos meses de abril, maio, junho e julho deste ano, o líder foi taxativo. “Essas denúncias partem de pessoas que desconhecem a lei, 11% correspondem ao valor que legalmente é descontado no contracheque. O desconto na verdade é de 20%, o restante o município é que tem que depositar, valor que legalmente é descontado para no futuro pagar a aposentadoria do contribuinte. Esse desconto é constitucional. Essas informações inverídicas partem de pessoas que tem a intenção de confundir a opinião pública. “ Esse valor descontado é o que se aplica em todas as empresas públicas ou empresas privadas que também recolhem a taxa do INSS ( Instituto Nacional do Seguro Social ) de 11%”, pontua.
A informação, confirmada pelo vereador, é de que o município para não ficar inadimplente, parcelou a dívida de gestões anteriores correspondente ao débito de R$ 19 milhões com o Igeprev e vem pagando um valor negociado em parcelas todos os meses. “A prefeitura já pagou R$ 6 milhões deste débito e hoje nós temos um déficit exclusivamente da SMS de R$ 1 milhão”, acrescentou tranquilizando que todas as contas estão sendo responsavelmente ajustadas para garantir a segurança do funcionalismo público municipal.
Fonte; Grande Rio FM